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Caso Araceli: Um crime que chocou o Brasil

Eai galera, tudo bem? Até agora o PC tá firme e forte… Então vamos prosseguir com os posts.

Esse caso é bem antigo. Mas, ainda assim, assusta muitas pessoas que ficam sabendo dele. Como já coloquei em outros posts, não tenho palavras pra definir pessoas que fazem isso contra criança. Só a título de curiosidade – e para você que não vai ler o texto – a morte de Araceli Cabrera Sanches Crespo (um pouco menos de 9 anos)  foi tão barbara e cruel que a data da sua morte tornou-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, através de lei sancionada pelo Congresso Nacional em 2000. Claro, que isso não é nenhum orgulho, porém é um meio de se conseguir justiça e evitar que novos crimes assim possam acontecer (mesmo que esse pensamento seja um pouco utópico)

Eu particularmente odeio copiar e colar um texto , mas achei o texto da PAIR (programas de ações integradas e referenciais de enfrentamento à violência sexual infanto juvenil) tão bom e tão explicativo que se eu “editar” o texto do meu jeito estraga. Por tanto, como costumo fazer, alguns avisos pra vocês que reclamam: O texto será grande, não é meu (só se você ainda não entendeu) e, quem sabe, cansativo para alguns. Mas acho altamente necessário. Obrigada pela atenção e… Partiu!

 

Há exatamente 38 anos, a menina Araceli Cabrera Sanches Crespo era assassinada em Vitória, Espírito Santo, em um dos mais brutais crimes da história do Brasil. O corpo, desfigurado e com marcas de tortura e abuso sexual, foi encontrado quase uma semana depois, e a data de sua morte tornou-se Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, através de lei sancionada pelo Congresso Nacional em 2000.

A data foi escolhida pela brutalidade com que o assassinato foi cometido. A menina, que estava próxima a completar nove anos, foi espancada, estuprada e drogada, e teve os mamilos e a vagina dilacerados a dentadas. Seu corpo foi encontrado em um terreno baldio, queimado e desfigurado com ácido, para dificultar sua identificação. Seus algozes pertenciam a famílias tradicionais e muito influentes no estado, razão pela qual tanto a Justiça como a Polícia foram negligentes e, inclusive, corruptas.

Araceli, nascida em 2 de julho de 1964 em Vitória, e morta em 1973, com apenas oito anos e dez meses de vida, era a segunda filha do eletricista Gabriel Crespo e da boliviana Lola Cabrera, na época radicada no Brasil. A garota morava com os pais e com o irmão maior, Carlinhos, em uma casa modesta da cidade de Serra, vizinha da capital capixaba, em uma rua que nesse tempo tinha o nome de São Paulo, mas hoje chama-se Rua Araceli Cabrera Crespo, em homenagem a menina.

O assassinato de Araceli, que nunca foi esclarecido e cujos culpados jamais foram punidos, estremeceu a população de Vitória, gerou indignação nacional e foi tema de várias publicações no jornalismo e na literatura. A mais famosa delas foi o livro “Araceli, Meu Amor”, de José Louzeiro, lançado em 1975. Trinta anos depois, foi a vez dos então estudantes Tatiana Beling e Diego Herzog realizarem o curta-metragem Caso Araceli, A Cobertura da Imprensa, no qual enfocavam o tratamento dado pela mídia ao caso.

Acompanhe abaixo o curta realizado pelos estudantes. Está dividido em 4 partes que duram em torno de 5 minutos.

Cronologia do crime
No dia 18 de maio de 1973, Araceli saiu mais cedo da escola, a pedido da mãe, que escrevera um bilhete para a professora. A menina se dirigiu então a um edifício levando um envelope, que continha — sem que ela soubesse — drogas para ser entregues a um grupo de rapazes, filhos de famílias ricas e importantes da cidade e que eram conhecidos por seu gosto em realizar orgias regadas a narcóticos, álcool e sexo.

Ao chegar ao lugar indicado por Lola, que era quem provinha de drogas aos jovens, Araceli se deparou com os rapazes, que já se encontravam sob os efeitos da cocaína. Estes a atacaram e a mataram com requintes de crueldade, deslocando seu queixo com socos e lacerando a dentadas seus mamilos, parte da barriga e sua vagina. Segundo uma testemunha, antiga amante de um dos envolvidos, Araceli foi violentada e dopada com uma forte dose de LSD, à qual não resistiu; exames periciais constataram depois que a menina foi também asfixiada.

O corpo da garota foi encontrado nu e desfigurado, seis dias depois do crime, em um terreno baldio. Antes, o cadáver havia sido levado para o bar de Jorge Michelini — a quem supostamente a droga estava dirigida, e cujo sobrinho, Dante, estaria envolvido no crime — e deixado por vários dias no freezer do lugar, localizado em uma movimentada rua da cidade. Tudo isto foi feito sem nenhum cuidado em evitar testemunhas, tamanha a certeza da impunidade dos assassinos e seus cúmplices. Finalmente, um ácido corrosivo foi jogado sobre os restos mortais da menina para dificultar sua identificação.

Apesar de Gabriel Crespo ter reconhecido o corpo da filha por um sinal de nascença, a certeza veio em um dia em que ele levou o cachorrinho de estimação da menina, Radar, ao Instituto Médico Legal (IML). Ao chegar ao local, o animal — que tinha recebido esse nome porque sempre a localizava — se dirigiu imediatamente à geladeira e passou a arranhar a gaveta em que se encontrava o cadáver de sua dona. Este permaneceria ainda dois anos e meio no IML, antes de ser enviado para uma autópsia no Rio de Janeiro e posteriormente sepultado, em 1976.

Os principais suspeitos do crime foram Paulo Constanteen Helal (o Paulinho) e Dante Michelini Júnior (o Dantinho): o primeiro, filho de um latifundiário membro da maçonaria capixaba; e o segundo, herdeiro de um rico exportador de café. De acordo com versões não confirmadas, ambos organizavam festas nas quais se drogavam e violentavam menores em apartamentos mantidos unicamente para esse fim. Lola, que era irmã de traficantes de Santa Cruz de la Sierra — para onde se mudou anos depois, deixando para trás marido e filho — havia utilizado a filha como ‘mula’, talvez sem intuir seu destino.

Embora houvesse testemunhas contra os dois jovens, Paulinho e Dantinho foram absolvidos em um último julgamento, em 1991, e atualmente nada mais pode ser feito, já que o crime prescreveu. Segundo Louzeiro, mais de dez pessoas que poderiam ajudar a desvendar o caso foram mortas, entre elas o sargento José Homero Dias, assassinado com um tiro nas costas, quando estava próximo a finalizar as investigações. Ainda de acordo com o escritor, os acusados tornaram-se “pais de família católicos, senhores acima de qualquer suspeita” e suas famílias continuam “donas do Espírito Santo” até hoje, quase quatro décadas depois do assassinato que chocou o Brasil.

Além desse texto quero deixar um dos comentários da foto do caixão de Araceli. Deixarei aqui o site em que estão as fotos para que vocês possam ver os comentários (é de cortar o coração… Sem condições de imaginar a dor):

“Aqui quando enterraram minha bebezinha.O caixão tinha 1,20 cm,porém Araceli tinha 1,33cm.Não tinha mais nada!!Não tinha cabeça,não tinha braços,não tinha pernas,não tinha corpo !!!!!Porque ela estava como cimento,parecia uma pasta de cimento.Não sei dizer,era pior que um animal em decomposição.Era como se fosse uma massa de cimento.Assim estava minha bebezinha Araceli.Depois de 3 anos no IML.Eu vi essa foto,mas eu não tenho.A única pessoa que sei quem é ,é o rapaz de óculos.Ele é o Geraldo Marques.Pai de Aurélio.Geraldo Marques morreu no ano de 2006 .Ninguém da família da Araceli estava ali.Nem mãe,nem irmão e nem o orgulhoso do pai.Pois ele mesmo havia dito que enterrou Araceli sozinho com as próprias mãos!!É claro eu imagino a dor.Eu não resistiria em enterrar uma filha no estado em que estava.Deus não estava lá,a justiça não estava também.Esta foto é de 11 de março de 1976,quando ela foi enterrada.Vai saber se foi o Gabriel “sozinho” mesmo que fez o túmulo!Só minha bebê para saber.”

 

Bom galera, acho que qualquer palavras que eu acrescentar aqui será inútil . Como eu disse, o texto fala por si só. A unica coisa que cabe é a revolta e xingamentos que, infelizmente, não vão mudar nada o ocorrido. Só desejo que a cada batimento do coração desses desgraçados seja uma tortura maior do que qualquer demônio possa fazer. Mas, super infelizmente, não tenho esse poder.

Written by cudocamelo

Sim, Cudo é uma menina.

Comentários