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Mulher arrastada por carro da PM – Vídeo Chocante

Ontem, aqui perto de casa, eu fiquei sabendo que à noite queimaram dois ônibus por causa de um protesto mas não sabia a razão.

Hoje, chegando do curso e saltando do ônibus, vi o ônibus que foi queimado sendo carregado por um Dino – nome vulgar dado aos reboques de ônibus. Simplesmente não havia mais ônibus.

Agora, estudo descanso um pouco e vou conversar com minha mãe na sala e vejo o vídeo abaixo.

Eu comecei relatando o meu cotidiano porque, aqui na Zona Norte do Rio de Janeiro, esses tipos de coisas acontecerem é corriqueiro. Mas o problema é que dessa vez foi a PM que fez isso. Eis a reportagem:

Eram cerca de 9h desse domingo, quando uma viatura do 9º BPM (Rocha Miranda) descia a Estrada Intendente Magalhães, no sentido Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, com o porta-malas aberto. Depois de rolar lá de dentro e ficar pendurado no para-choque do veículo apenas por um pedaço de roupa, o corpo de uma mulher foi arrastado por cerca de 250 metros, batendo contra o asfalto conforme o veículo fazia ultrapassagens. Apesar de alertados por pedestres e motoristas, os PMs não pararam. Um cinegrafista amador que passava pelo local registrou a cena num vídeo.

Apesar de alertados por pedestres, os policiais não pararam a viatura

Apesar de alertados por pedestres, os policiais não pararam a viatura Foto: / Reprodução de vídeo

A mulher arrastada era Claudia Silva Ferreira, de 38 anos, baleada durante uma troca de tiros entre policiais do 9º BPM e traficantes do Morro da Congonha, em Madureira. Em depoimento à Polícia Civil, os PMs disseram que a mulher foi socorrida por eles ainda com vida, e levada para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Já a secretaria Estadual de Saúde informou que a paciente já chegou à unidade morta. Ela levou um iro no pescoço e outro nas costas.

– Foi revoltante ver aquele corpo pendurado. Eles iam ultrapassando outros carros, e o corpo ia batendo. As pessoas na rua gritavam, tentando avisar os policiais, mas eles não ouviam. Só pararam por causa do sinal e, aí, conseguiram ouvir o que as pessoas diziam. Dois policiais, então, desceram da viatura e puseram o corpo de volta no carro – disse o cinegrafista.

Alertados por pedestres e motoristas, policiais colocaram o corpo da mulher de volta na viatura

Alertados por pedestres e motoristas, policiais colocaram o corpo da mulher de volta na viatura Foto: / Reprodução vídeo

Trajeto de 250 metros

A cena começou a ser registrada próximo ao número 796 da Estrada Intendente de Magalhães, na altura da Rua Boiacá, e foi filmada aproximadamente até o 878, onde fica uma agência da Caixa Econômica Federal. A irmã de Claudia, Jussara Silva Ferreira, de 39 anos, ficou chocada quando viu a imagem do corpo da irmã sendo arrastado. Revoltada, ela quer que os policiais sejam punidos:

– Acham que quem mora na comunidade é bandido. Tratam a gente como se fôssemos uma carne descartável. Isso não vai ficar impune. Esses PMs precisam responder pelo que fizeram.

Claudia tinha quatro filhos e ainda cuidava de outros quatro

Claudia tinha quatro filhos e ainda cuidava de outros quatro Foto: Luiz Ackermann / Extra

Antes mesmo de saberem o que havia acontecido com Claudia, familiares tinham desconfiado de que algo pudesse ter ocorrido, já que viram o corpo dela em carne viva ao chegarem no hospital.

– Achamos estranho quando vimos o corpo daquele jeito. Desconfiamos de que tinha acontecido no trajeto até o hospital – relatou Diego Gomes, de 30 anos, primo de Claudia.

Thaís Silva, de 18, filha da vítima e a primeira a encontrá-la morta, já tinha reclamado até mesmo da forma com que os policiais do 9º BPM a socorreram:

– Eles arrastaram minha mãe como se fosse um saco e a jogaram para dentro do camburão como um animal – revoltou-se a jovem.

Vítima faria 20 anos de casada

Revoltados, moradores da comunidade protestaram contra a morte da mulher

Revoltados, moradores da comunidade protestaram contra a morte da mulher Foto: Luiz Ackermann / Extra

Mãe de quatro filhos, Claudia, conhecida no Morro da Congonha como Cacau, era auxiliar de serviços gerais do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins. Nascida e criada em Madureira, ela ainda cuidava de quatro sobrinhos. A vítima faria 20 anos de casada com o vigia Alexandre Fernandes da Silva, de 41 anos, em setembro deste ano.

Em nota, a assessoria de imprensa da PM afirmou que os policiais do 9º BPM trocaram tiros com criminosos durante uma operação no Morro da Congonha, e um suspeito chegou a ser baleado. Ainda segundo a assessoria, os policiais encontraram a vítima baleada na Rua Joana Resende, ponto mais alto da comunidade. Ela foi levada para o Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu. A 29ª DP (Madureira), que investiga o caso, esteve no local para perícia. Dois fuzis usados pelos policiais foram recolhidos para serem periciados.

Revoltados, moradores do Morro da Congonha fizeram protestos pela manhã e também à noite. Eles chegaram a fechar a Avenida Edgar Romero.

Conteúdo retirado de: Jornal Extra

Isso me lembra do caso do menino João Hélio, que foi arrastado por bandidos. O menino foi arrastado no mesmo lugar dos protestos: no bairro de Madureira.

E vou falar pra vocês: é comum ouvir tiros. É comum MESMO. É tão comum que quando há tiroteio, as pessoas nem se assustam mais.

Written by DraftL

O que está em cima é igual ao que está embaixo e, o que está embaixo, é igual ao que está em cima, para realizar os milagres de uma coisa única.

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