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Tragédias do Ar #4

Opa, você que nem sabe ler na verdade queridos leitores! Eu e o leitor Wagner Rocha, mais uma vez, temos o prazer de trazer para vocês, o “Tragédias do Ar” de número 4! Enjoy!

Tente pensar naquilo que serão seus últimos segundos de vida. O que passa pela sua cabeça?

VOO VASP 168

Serra de Pacatuba – CE, 1982. Talvez poucos tenham conhecimento deste acidente aéreo.

O acidente com o Boeing 727-200, da antiga companhia aérea Vasp, completará 32 anos no dia 8 de junho de 2014. Em 1982, nessa mesma data, 137 pessoas, entre passageiros e tripulantes, morreram após a aeronave se chocar contra a Serra de Aratanha, em Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza.

Esse é considerado, sem dúvidas, o mais grave acidente da aviação comercial brasileira na época. De acordo com informações da caixa preta da aeronave, o comandante desceu antes do previsto, muito rápido e abaixo do permitido na área.

B727

Boeing 727-200- PP-SRK da VASP vítima de uma tragédia nos anos 80, na cidade de Pacatuba, no Estado do Ceará.

Acidente


Data: 8 de junho de 1982
Horário: 2h45min
Local: Serra de Aratanha – Pacatuba
Empresa: Viação Aérea de São Paulo (Vasp)
Número do voo: VA 168
Trajeto: São Paulo – Rio de Janeiro – Fortaleza

mapa do voo

Mapa de Voo

Mapa detalhe

NO DETALHE EM VERDE: Local do choque com a Serra da Aratanha, bem próximo da cidade de Pacatuba;

NO DETALHE ROXO – Local previsto para o pouso, Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza – CE.

Diálogo entre os pilotos disponível AQUI.

Um pouco à direita da proa da aeronave, as luzes de Fortaleza já eram claramente visíveis, o que incutia no comandante uma falsa sensação de segurança. Se ele avistava a cidade, é natural que raciocinasse que era seguro prosseguir a aproximação visual. Mas na praticamente deserta região que o PP-SRK sobrevoava, não havia luzes que indicassem a rápida aproximação do terreno bem à sua frente. Além disso, uma leve camada de nuvens a 600m de altura, justamente a altitude que cruzava o Boeing, dificultaria ainda mais a percepção do terreno aproximando-se rapidamente. Minutos depois, as luzes do 727 começaram a iluminar a formação de terreno, que estava à esquerda da aeronave, aproximando-se num ângulo raso. A perturbadora visão incomodou o primeiro oficial, que comentou:

02h44:40 F/O Barbosa: Dá pra ver que tem uns morrotes aí na frente?

02h44:44Cmte. Paiva: Hã? Tem o quê?

02h44:50 F/O Barbosa: Uns morrotes aí.

Apenas um segundo depois, soa na cabine do Boeing o alerta de altitude: o voo Vasp 168 está chegando ao seu trágico final. O comentário do primeiro oficial Barbosa deve ter finalmente chamado a atenção do comandante Paiva, naquele momento concentrado em pilotar o jato, olhos fixos nos instrumentos.

O silêncio na cabine é cortado segundos depois pelo som do primeiro impacto da asa esquerda e da parte inferior da fuselagem com o terreno. Por uma fração de pouco menos de um segundo, fica gravado na caixa-preta do Vasp 168 um aterrador grito de pânico, atribuído por colegas e profissionais que conheciam o comandante como tendo sido emitido pelo próprio Paiva. Palavras não são capazes de traduzir o horror contido no curto grito.

02h44:59Cmte. Paiva: Aaaaah!

Matéria Original de 1982

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Entre as vítimas conhecidas estava Edson Queiroz, empresário cearense proprietário de um grupo empresarial com atuação em vários estados brasileiros (Grupo Edson Queiroz), e do Sistema Verdes Mares, que detinha a TV Verdes Mares, além de emissoras de rádio no Ceará e em outros estados.

Edson

Matéria Especial da TV Jangadeiro (uma das emissoras locais)

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Pilotos:

pilotos

Lista de tripulantes e passageiros:

Captura de Tela (13) Captura de Tela (14)

Co Autor

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Até a próxima. Beijo na bunda! :P

Written by Peu

Namorado da Miss Sombra, sou apaixonado por voar e por música. Um Pernambucano que gosta de tudo um pouco.
"Sou o coração do folclore nordestino, eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá. Sou o boneco do Mestre Vitalino, dançando uma ciranda em Itamaracá. Eu sou um verso de Carlos Pena Filho, num frevo de Capiba, ao som da orquestra armorial. Sou Capibaribe num livro de João Cabral.

SOU MAMULENGO DE SÃO BENTO DO UNA, vindo no baque solto de um Maracatu! Eu sou um alto de Ariano Suassuna, no meio da Feira de Caruaru. Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta, levando a flor da lira pra Nova Jerusalém... Sou Luis Gonzaga e eu sou mangue também.

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte... Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte.

Sou Macambira de Joaquim Cardoso. Banda de Pífano no meio do Canavial. Na noite dos tambores silenciosos, sou a calunga revelando o Carnaval. Sou a folia que desce lá de Olinda, o homem da meia-noite puxando esse cordão... Sou jangadeiro na festa de Jaboatão

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte... Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte."

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