, , ,

Descobrindo Nosso Passado #02 – Uma Sola de Sapato de Nevada

Sola de sapato, Nevada.

Trecho retirado do livro  A História Secreta da Raça Humana do autor Cremo Thompson.

Em 8 de outubro de 1922, o caderno “American Weekly” do jornal New York Sunday American publicou um artigo de destaque intitulado “Mistério da ‘sola de sapato’ petrificada de cinco milhões de anos”, pelo dr. W. H. Ballou. Ballou escreveu: “Algum tempo atrás, enquanto explorava fósseis em Nevada, John T. Reid, destacado engenheiro de minas e geólogo, parou de repente e olhou para baixo em total perplexidade e espanto para o que parecia ser uma pegada humana! Uma inspeção mais rigorosa mostrou que aquela não era a marca de um pé nu, mas que era, aparentemente, uma sola de sapato que se transformara em pedra. A parte dianteira estava faltando. Mas havia o delineamento de pelo menos dois terços dela, e em volta desse delineamento passava um fio costurado e bem definido que tinha, segundo parecia, colado o debrum à sola. A seguir havia outra linha de costura e, no centro, onde teria pousado o pé se o objeto tivesse sido mesmo sola de sapato, havia uma reentrância, exatamente como teria sido feita pelo osso do calcanhar esfregando e desgastando o material com que a sola havia sido feita. Desse modo, encontrou-se um fóssil que é o maior mistério da ciência hoje. Pois a rocha em que foi encontrado tem pelo menos cinco milhões de anos.

Reid trouxe o espécime para Nova York, onde tentou levá-lo à atenção de outros cientistas. Reid registrou: “Chegando a Nova York, mostrei esse fóssil ao dr. James F. Kemp, geólogo da Columbia University, e aos professores H. F. Osborn, W. D. Matthew e E. O. Hovey, do Museu Americano de História Natural. Todos esses homens chegaram à mesma conclusão no sentido de que ‘se tratava da mais impressionante imitação natural de um objeto artificial que eles já tinham visto’. Esses peritos concordaram, contudo, que a formação rochosa era triássica e os fabricantes de sapatos concordaram que originalmente o espécime era uma sola costurada à mão. O dr. W.D. Matthew escreveu um breve relatória sobre a descoberta, declarando que, apesar de todas as semelhanças com um sapato, incluindo os fios com os quais havia sido costurado, tratava-se apenas de uma notavel imitação, um lusus naturare, ou ‘capricho da natureza'”. Curiosamente, uma investigação nossa no Museu Americano de História Natural resultou na resposta de que o relatório de MAtthew não consta no arquivo deles.

Reid, a despeito da exclusão de Matthew, persistiu: “Em seguida, entrei em contato com um microfotógrafo e um químico analítico do Instituto Rockefeller que, de fora, de modo a não transformar isso num assunto do instituto, tirou fotos e fez análises do espécime. As análises eliminaram quaisquer dúvidas quanto ao fato de a sola de sapato ter estado sujeita à fossilização triássica […] As ampliações microfotográficas são vinte vezes maiores do que o próprio espécime, mostrando os mais diminutos detalhes da torção e urdidura do fio e, provando de forma conclusiva, que a sola de sapato não é uma semelhança, mas estritamente o trabalho mamanual do homem. Mesmo a olho nu, podem-se ver distintamente os fios e os delineios de perfeita simetria da sola de sapato. Dentro dessa borda e em sentido paralelo a ela, está uma linha que parece ser regularmente perfurada como que por pontos. Devo acrescentar que pelo menos dois geólogos cujos nomes serão revelados algum dia admitem que a sola de sapato é válida – uma fossilização genuína em rochas triássicas”. A rocha triássica portadora da sola de sapato fóssil é hoje reconhecida como tendo bem mais do que cinco milhões de anos. Em geral, o período triássico é datado em 213 a 248 milhões de anos de idade.

——

Aos que se perguntam sobre o porque dos peritos que dataram o fóssil não quererem revelar seus nomes, a resposta é simples. No meio científico, eles seriam taxado de loucos pois não são tradicionalistas. O paradigma é a Teoria da Evolução de Darwin mas o próprio Darwin disse que outra teoria poderia vir a substituí-lo.

Eu iria colocar um exemplo mas ficaria muito massante aos desinteressados em política e economia. Falaria de Hayek, Welfare State e Neoliberalismo. Quem conhece, sabe do que eu estou falando e que se aplica muito bem.

Em suma, teorias surgem, se tornam paradigmas e são substituídas por outras melhores.

Written by DraftL

O que está em cima é igual ao que está embaixo e, o que está embaixo, é igual ao que está em cima, para realizar os milagres de uma coisa única.

Comentários