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Filmes Bizarros #08 – Martyrs

Demorou, mas voltou!

Uhul galerinha. Primeiro quero deixar aqui dois pedidos de desculpas: 1. Por ter sumido por dois dias e 2. Por ter demorado tanto a postar sobre filmes. A verdade é que, desculpe se isso vai ofender alguém, mas eu não achava nenhum filme interessante para fazer um post. Eu vi uns 5 filmes e nenhum me agradou tanto. Até que uma alma generosa me lembrou de “Martyrs” e PUTA QUE PARIU QUE FILME FANTÁSTICO.

Vou tentar me controlar e escrever esse bem devagar, pois vocês não tem ideia do quanto esse filme é fantástico (de novo) e como é difícil pra mim escrever quando to nessa agitação. Antes, um aviso: Eu não arrumei um jeito de fazer esse “Filmes Bizarros” sem conter Spoiler, por tanto, me desculpem. Se você não viu ainda assista primeiro (vale a pena) antes de ler esse post (ou não).

CONTÉM SPOILER

Mas uma coisa antes de começar de fato a dizer sobre o filme, quero pedir uma coisa de vocês: Levantem-se e batam palmas por cerca de 1 minuto. Vou babar muito ovo da Morjana Alaoui (atriz principal) – Não desmerecendo as outras atuações, não achei nenhuma ruim. Talvez seja pelo papel que essa atriz fez, mas é a melhor pra mim– . Ela é fantástica, sem palavras pra descrevê-la. Eu sou um pouco fria pra assistir esse tipo de filme (viu? vocês são normais quando não sentem nada). Acho que por saber que é um filme não sinto nada. Mas essa atriz fez um trabalho tão perfeito, tão intenso que eu fiquei com pena, raiva, dor, tristeza por ela. Putz. Ela é foda. O que ela fez pra esse papel, o quanto ela se entregou. Meu Deus, cadê o Oscar pra essa mulher? Ela interpreta tão magnificamente bem que eu fiquei desejando a morte dela. Calma, vocês vão entender o motivo.

 

Link para assistir online clicando aqui 

 

Ficha Técnica
Título Original:
Martyrs
Gênero: 
Drama, Terror
Direção:
Pascal LaugierR
Roteiro: Pascal Laugier
Elenco:
Mylène Jampanoï , Robert Toupin, Catherine Bégin, Patricia Tulasne, Xavier Dolan-Tadros, Erika Scott, Morjana Alaoui, Juliette Gosselin 
Estreia: 2008
Duração:
97 minutos

 

O filme se passa no incio dos anos 70 e começa com a fuga de Lucie, uma menina de dez anos que, apesar de não ter nenhum ferimento que indica agressão sexual, demonstram uma clara agressão física e, ao longo do filme irão descobrir, mentais. Após algumas séries de investigações ainda fica o mistério de quem e o motivo do sequestro. Lucie cresce num hospital e, apesar de ser totalmente incomunicável, ela tem a amizade (ou bem mais que isso, como podem ver no filme) de Anna.

15 anos se passam e Lucie e Anna crescem. Apesar de sobreviver Lucie não esquece o seu passado sofrido que a acompanha por toda sua vida monstros e pesadelos a perseguem desde sempre. Após uma reportagem Lucie encontra os seus sequestradores, os encontram e assassina mãe, pai, filho e filha. Mesmo cometendo esse crime o monstro que atormenta Lucie desde sua infância não a deixa como o esperado. Anna vai ao seu encontro na casa que ela cometeu  o crime e cuida da amiga e de todo o resto. Apesar de dar todo o apoio a Lucie, Anna sabe que a menina tem sérios problemas psicológicos e, por isso, após descobrir que uma das vítimas da amiga está viva tenta ajudar. Lucie descobre e, com dificuldade, consegue matar o único sobrevivente. Mais um ponto positivo para o filme é o fato de que o motivo dos  assassinatos vai muito além de pura vingança: É para que, assim, o monstro que atormenta Lucie vá embora. No filme, mostra que esse monstro nada mais é uma vítima que Lucie viu (e não ajudou) quando fugiu 15 anos atrás.

Confesso que até essa parte eu achei o filme meio bosta. Já estava pensando em parar quando começa a ficar interessante. Até então estava sem nenhuma explicação e sem nenhum sentido. Por tanto dou um conselho: Assista o filme sozinho, ou com alguém interessado, e preste atenção. Pelo meu entendimento o que o filme quer passar é magnifico e que é uma dúvida de todo mundo.

Após alguns acontecimentos Anna é pega pela gangue (ou deem o nome que quiserem) que sequestravam as pessoas. “A senhora” – como é chamada- explica o motivo de fazer aquilo tudo. Vou resumir num jeito bem “merda”: Descobrir o que existe depois da vida (ou durante a morte, interpretem como quiser). Após essa explicação a única coisa que vem na minha mente para expressar o desespero de Anna é “Fudeu“. Aqui, novamente, vou aplaudir a atriz, pois… Meu deus. Foi fantástico. Assistam, sério. Ela passa todo o sofrimento da personagem, todo o desespero. As torturas que acontecem são absurdas e o olhar da atriz é tão “triste” – não encontrei nada melhor– que você deseja que ela morra, que o filme acabe. Muito bom. Após essa série de sofrimento Anna escuta uma voz, eu poderia ignorar essa parte, mas acredito que esse foi o segundo ponto mais importante do filme. As palavras é uma conversa entre as amigas e tem as seguintes palavras:

“- Anna?

– Sim, Lucie?

– Você nunca tem medo?

– As vezes tenho medo.

– Não como eu.

– Não passaria pelas mesmas coisas que você.

– O que tenho que fazer para não ter medo?

– Acho que você tem que se deixar levar. ”

Para muitos isso pode ter passado despercebido. Mas para mim (que sou um pouco observadora) foi o momento exato do clímax do filme. Com o trabalho magnífico de  Morjana Alaoui você se desespera junto com a personagem assim que ela é pega pelo grupo. Eu pelo menos conseguir observar o desespero de Anna e pensar “Porque eu fiquei na casa? Porque eu tive que ajudar tanta gente? Porque eu não fui embora? Porque eu ajudei Lucie?” E isso a atriz demonstra numa clareza incrível. Mas após esse diálogo Anna se acalma e se deixa levar pelo sofrimento. Estou elogiando demais a atriz e esquecendo de elogiar um pouco o diretor. As mensagens que ele passou com uma pequena parcela de detalhes é surpreendente também. A personagem cria outra cara, outro olhar e outro rumo. Anna passa a aceitar o seu “destino” e colaborar com seus agressores. Ela para de gritar, de lutar e começa a -como ela mesma tinha dito – se deixa levar.

Agora vem o ponto mais importante do filme. Após todo esse sofrimento Anna chega ao estado máximo de dor (como queriam os agressores) “A senhora”  é chamada no local e aqui acontece outro ponto super relevante que não sei se quem assistiu teve a mesma conclusão que eu. Como diz a senhora Anna consegue enxergar o que existe depois da vida. Você pode achar isso uma besteira e que isso nunca iria acontecer na vida real. Mas lembre-se que estamos falando de seres humanos. Pessoas que tem curiosidades, desejos e fantasias e que, muitas vezes, fazem tudo para conquista-las. Aqui eu dou nota 10 para o diretor, pois ele não entregou o que a personagem viu depois e nem o que sussurrou para “A senhora” deixando o telespectador (pelo menos eu) com a curiosidade apurada e querendo mais do filme. Você só pode tirar uma conclusão do que Anna viu: É algo muito bom. O motivo? O suicídio da senhora tempo depois de ter conversado com Anna e tempos antes de conseguir o triunfo da sua vida. Nesse ponto eu dou mais um ponto pro filme, pois, o diretor deixa a curiosidade ainda mais apurada, as duas únicas pessoas que sabiam da resposta morreram e a levaram contigo (velha egoísta, filha da puta).

Assistam o filme. Ele merece uma atenção especial. Muito bom, recomendo.

Me desculpe (de novo) por contar o filme, mas sinceramente não encontrei outro meio de falar sobre ele sem dizer – por incrível que pareça – sobre ele. Ainda tem muitas surpresas no filme que eu meio que deixei em branco. Deixem sua opinião e ASSISTAM. O filme é bem pesado e do mesmo estilo de “O Albergue”, por isso, se for pra reclamar nem veja.

Por hoje é isso galera. Espero que eu encontre novos filmes bizarros e interessante que possam passar algo a vocês. Até a próxima!

 

Written by cudocamelo

Sim, Cudo é uma menina.

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