,

Filmes Bizarros #09 – Nightbreed

Eai galerinha da madruga, tudo sussa?

Voltei com mais um ‘filmes bizarros”. Tudo bem que esse tem mais terror que bizarrice, mas achei o filme fantástico. Sabe aquele filme que você quer ver com a galera pra dar uns sustinhos? É exatamente esse. Peço encarecidamente que vocês assistam o filme antes de ler esse post, pois, apesar de o filme não ter nenhuma surpresa, eu irei falar sobre partes importantes.

Gênero: Terror

Direção: Clive Barker

Elenco: Charles Haid, Craig Sheffer, David Cronenberg

Duração: 97 min.

Ano: 1989

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Obs: Oscar de melhor trilha sonora.

Filme online :

Resumo do filme com uma frase: “Uma história de amor melhor que a do Crepúsculo

AAron Boone sofre constantes sonhos com um lugar chamado Midiã. Esse lugar é onde os monstros habitam, onde podem se sentir protegidos e viver em paz (irônico, não?). Para tentar controlar esses pesadelos o jovem frequenta um psiquiatra que se diz seu amigo. Após ser avisado de alguns crimes o doutor consegue convencer Boone de que ele é o autor, transtornado (e com o efeito de alguns remédios) o rapaz sofre um acidente. Ao acordar num hospital Boone começa ouvir alguém falando sobre Midiã e, ai sim, a aventura começa. O rapaz alucinado fica implorando pra ir para o lugar tão conhecido (existem algumas regras pra você pode ser um deles) e, usando um pouco da lucidez do homem, Boone consegue fazer com que ele diga onde fica o lugar.

Boone faz uma pequena viagem até Midiã e descobre que ela é real e que realmente é onde os mortos habitam. E então tudo acontece muito rápido. Boone descobre que seu psiquiatra é louco e quer matá-lo (e consegue), vai para o necrotério, vira um dos “Midiã”, sua namorada vai atrás dele, ele vai atrás da sua namorada, tem uma guerra, os monstros vencem. Bom, obvio que eu resumi o filme de uma maneira grosseira (parece até que não vale a pena ver), mas confiem em mim, o filme é realmente bom. Eu só não queria perder tempo explicando uma história tão “comum”, por isso, irei destacar alguns pontos que me agradarem e muito.

Primeiro, acho que nunca fiz isso aqui antes, quero deixar uma nota. Quem sabe é uma maneira de guiar vocês e ajudar a dizer se o filme é bom ou não. A nota que eu vou dar para Nightbreed será 8. O motivo? Bom, apesar da história prender a quem assiste eu, acho, que encontrei algumas falhas. Primeiro: Não encontrei o motivo do psiquiatra querer tanto saber sobre a “cidade”. Tem um trecho que ele escuta uma conversa de uma gravador e eu não sei se é outro paciente ou o próprio Boone falando sobre a cidade. Mas, se for isso, qual é o motivo dessa obsessão? É – como ele próprio disse – apenas o desejo de ser a morte?

Segundo: Apesar de achar fantástico a história não ser muito prolongada, isso também prejudicou um pouco o filme. Ficou algumas coisas pela metade (ou eu que sou curiosa demais). Por exemplo: No final do filme não da pra saber se Boone faz o que o chefão (esqueci o nome dele, me desculpem) pediu e ir encontrar um novo lugar para o seu povo ou se Boone liga o foda-se e vai viver com a namorada.

Mas, apesar de não parecer, esse filme tem uma abordagem muito boa. Assim que a namorada de Boone entra em Midiã ela salva uma criança e a mãe fica agradecida. A pedido dela a mãe explica que quando nós sonhamos pensamos em viver sem morte. Diz que nós invejamos as “aberrações” e por isso a chamamos de monstros e a negamos. É um ponto bem importante, pois acredito que seja válido. Outro ponto é como o filme mostra que tudo depende de um ponto de vista. Nessa obra nós torcemos pelas criaturas do” mal ” e as do’ bem’ fazem o mal. Meio confuso, mas é bem real se você imaginar. É estranho pensar assim, mas talvez ‘bem e mal’ não existam. O que é mal pra você pode ser bom pra outra pessoa. Estranho, mas pra mim é real (ainda que seja difícil pensar assim em algumas situações).

Não vai ser o filme mais bizarro do mundo (ele dá alguns sustos e tem umas criaturas legais e interessantes), mas é um filme bom pra passar a noite de domingo. Não sei se alguém lembra, mas o estilo me lembrou muito “Uma história sem fim” (adoro esse filme).
Obrigada por ler esse texto gigante e até a próxima.

Written by cudocamelo

Sim, Cudo é uma menina.

Comentários