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Magia: O Truque da Corda Indiana (The Indian Rope Trick)

Olá, Paladinos Mascarados estimados leitores! Hoje, falaremos de um assunto que muito me agrada: Magia. Sim, esta “arte” que tanto intriga homens, mulheres, meninos, velhos, animais, extraterrestres, reptilianos e tantos outros seres viventes (Tá bom, reconheço que exagerei um pouco). Esses dias, estive assistindo um documentário no History Channel chamado “Magia Decifrada”, e vi algo que muito me intrigou. Vamos lá…

A “magia”, em sua maioria, é composta de truques, ilusões, hipnotismo e manipulação, tanto física quanto mental. Desde os primórdios da humanidade, ouve-se falar em possíveis mágicos, bruxos, feiticeiros e até anjos caídos, que conseguiam deixar pessoas e multidões boquiabertas, e até amedrontadas com  demonstrações de uma possível manipulação de forças ocultas. Grandes mágicos se destacaram na história, como o Grande Houdini e suas fugas miraculosas, Robert-Houdin e sua incrível manipulação de mentes, Couleu e seus desafios contra a morte, e o fantástcio Chung Ling Soo, que só descobriram que não era chinês no dia de sua morte, entre tantos outros.

Falando de magia, não podemos esquecer de truques famosos, como O Turco, Levitações, A Pegada De Bala, e o mais famoso deles, e que abordaremos hoje: O Truque Da Corda Indiana.corda indiana

Este suposto truque, testemunhado por milhares de pessoas segundo relatos, é geralmente executada por um faquir indiano, que lança uma corda para o ar mas esta não cai de volta ao solo. Pela lenda, a mesma sobe misteriosamente até que sua extremidade superior desapareça no nada, na escuridão, na névoa, onde quer que que seja. Até aqui isso seria um truque bom o suficiente para a maioria das pessoas, mas este, supostamente, vai mais além. Um garoto escala a corda insustentada, que milagrosamente o sustenta até que ele desapareça junto ao final já invisível da corda. Isso também seria um truque bom o suficiente para a maioria de nós, mas ainda vai mais além. O faquir então puxa uma faca ou espada, e escala a corda até que também desapareça. Mais uma vez, isso seria um grande truque mesmo se parasse por aqui. Mas não. Ele continua. Partes de um corpo vindas do céu caem no chão, num cesto próximo à base da corda. Já isso é bastante comum em algumas regiões e não conta muito como parte do truque. Mas então o faquir, conforme se alega, desce deslizando corda abaixo e esvazia o cesto, joga um pano sobre as partes de corpo retalhadas, e o garoto milagrosamente reaparece com todas as partes nos devidos lugares. Isso seria um grande truque, especialmente porque geralmente era executado em lugar aberto, sem auxílio de engenheiros, técnicos, eletrônica, transmissões via satélite, câmeras de televisão, etc, já que na época em que surgiu, esse tipo de coisa nem existia.

Na verdade, só o que se precisa para esse truque é a credulidade humana. Segundo Peter Lamont, pesquisador da Universidade degallery-10b Edimburgo e ex-presidente do Magic Circle de Edimburgo, o truque indiano da corda foi uma farsa criada pelo Chicago Tribune em 1890. Lamont afirma que o jornal estava tentando aumentar a circulação publicando essa história ridícula como se fossem testemunhas oculares do evento. O Tribune admitiu a farsa cerca de quatro meses depois, expressando um certo espanto por tantas pessoas terem acreditado que se tratava de uma história verdadeira. Afinal, raciocinaram, o autor era “Fred S. Ellmore” [N.T.: “Sell more” significa “vender mais”]. Não tinham calculado que seus leitores, muitos dos quais acreditavam em milagres, frenologia e outras coisas estranhas, não achariam a história tão difícil de engolir.

 Lamont vem pesquisando o truque indiano da corda há anos. A uma certa altura, ele e Richard Wiseman escreveram na revista Nature que os resultados de sua investigação davam apoio à ideia de que a crença no truque se devia ao ‘efeito exagero’: quanto maior o tempo entre se ver alguma coisa e contar uma história a respeito dela, maior a tendência de se exagerar o caráter espantoso do evento.

 Naturalmente, existem outras possibilidades, a maioria das quais foi oferecida numa tentativa de explicar como o truque é feito: hipnose em massa, levitação, um truque mágico envolvendo uma corda invisível pendendo mais acima, à qual de alguma forma a corda lançada se prenderia, membros depilados de macacos para as partes do corpo, gêmeos, o que quer que seja. Dentre as várias explicações, a da farsa parece ser a mais plausível“.

Fonte: Dicionário Cético.

Indian-Rope-TrickMas enfim, eis que o truque deixou de ser farsa, quando câmeras conseguiram pegar imagens do mesmo. Nos dias de hoje, só se tem conhecimento de uma pessoa viva que conhece o segredo até hoje tão bem guardado, e ainda consegue executar o truque com perfeição. Este homem atende pelo nome de Ishamudin, e mora em uma aldeia próxima a Nova Delhi – Índia. Este homem, é reconhecido como um bruxo que teria, inclusive, o poder de curar pessoas e obrar milagres. Entre tanto, seu truque é executado de uma forma diferenciada da lenda original: A corda não sobe até o céu, e o menino não é cortado (pois trata-se de seu filho). Agora, uma coisa eu lhes confesso: Mesmo sabendo que não se trata de magia verdadeira, o truque é de impressionar. No começo, pode até parecer algo “manjado”… Mas no final, para ser mais exato na hora que a corda desce, é de dar arrepios. É um efeito muito bem criado. Não é pra menos que esse segredo permanece intacto até os dias de hoje.

Ishamudin e seu filho
Ishamudin e seu filho Amman

Aqui, um mágico já falecido (segundo a fonte), Muthokad, que segundo rumores, era a outra pessoa que sabia o truque até o fim de seus dias, executando o mesmo truque, com pouca variação do vídeo anterior.

Mais uma vez, fiquei boquiaberto. É um truque tão perfeito, que chega a parecer ser uma magia real. Minha reação ao ver os vídeos pela primeira vez:

SitCot

 

Written by Peu

Namorado da Miss Sombra, sou apaixonado por voar e por música. Um Pernambucano que gosta de tudo um pouco.
"Sou o coração do folclore nordestino, eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá. Sou o boneco do Mestre Vitalino, dançando uma ciranda em Itamaracá. Eu sou um verso de Carlos Pena Filho, num frevo de Capiba, ao som da orquestra armorial. Sou Capibaribe num livro de João Cabral.

SOU MAMULENGO DE SÃO BENTO DO UNA, vindo no baque solto de um Maracatu! Eu sou um alto de Ariano Suassuna, no meio da Feira de Caruaru. Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta, levando a flor da lira pra Nova Jerusalém... Sou Luis Gonzaga e eu sou mangue também.

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte... Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte.

Sou Macambira de Joaquim Cardoso. Banda de Pífano no meio do Canavial. Na noite dos tambores silenciosos, sou a calunga revelando o Carnaval. Sou a folia que desce lá de Olinda, o homem da meia-noite puxando esse cordão... Sou jangadeiro na festa de Jaboatão

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte... Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte."

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