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Holocausto Brasileiro – Manicômio de Barbacena

Olá queridos leitores, pela sorte  de um ganhador da mega sena; eu sou um novo autor, gostaria de me apresentar e dizer que meu objetivo aqui é postar as mais sombrias bizarrice encontrado, sejam elas no passado e no nosso mundo atual. E vamos lá para o que interessa.

Hoje trago uma matéria sobre o ”Holocausto Brasileiro” . Nada de Campo de concentração de Auschwitz  mais sim o famoso manicômio de Barbacena. A comparação entre o holocausto brasileiro e uns dos maiores campo de concentração na época nazista é que os pacientes futuro cadáveres chegavam de TREM. Inclusive foi lançado um livro retratando toda essa atrocidade.

E vamos lá para a matéria:

Foto hospital barbacena

Não se morre de loucura. Pelo menos em Barbacena. Na cidade do Holocausto brasileiro, mais de 60 mil pessoas perderam a vida no Hospital Colônia, sendo 1.853 corpos vendidos para 17 faculdades de medicina até o início dos anos 1980, um comércio que incluía ainda a negociação de peças anatômicas, como fígado e coração, além de esqueletos, 7 entre 10 que segundo pesquisas foram encontradas, não tinha nem um problema mental internado no hospital psiquiatra.

70% DOS INTERNADOS NÃO TINHAM ALGUM PROBLEMA PSIQUIÁTRICO.

Imagem mulher janela

De acordo com o livro, estes “doentes” não passavam de homossexuais, pessoas que sofriam de epilepsia, prostitutas, viciados em álcool ou entorpecentes, entre outros. Nada que não passasse de gente que questionava em algum momento o status da sociedade. Por serem considerados incômodos para os políticos e até mesmo para a comunidade em geral, que sempre seguia padrões pré-determinados pela época, foram taxados de malucos.

CORPOS ERAM VENDIDOS POR 200 REAIS.

Criança deitada

 

Um dos fatores que levavam à tantas mortes não ocasionais no Manicômio de Barbacena. Segundo os registros locais, o número de internos mortos “naturalmente” chegavam à 16 por dia. Logo após as investigações no local, foi comprovado que eles eram vendidos à faculdades de medicina. Com compra comprovada para 17 faculdades de Minas Gerais e estados mais próximos. Eles valiam aproximadamente 200 reais cada e isso favorecia a  superlotação do local. Uma verdadeira atrocidade.

 DESESPERO ERA CONSTANTE COM A FALTA DE RECURSOS.

Bebendo água esgoto

A falta de recursos para manter o Manicômio de Barbacena em condições decentes também fazia com que pacientes buscassem saídas extremas. Assim como conta no seu livro, Daniela afirma que era comum ver internos comendo ratos, bebendo água de esgoto ou até mesmo a própria urina, não tinham quartos disponíveis, o que fazia com que eles dormissem ao relento, sobre a grama, entre outros fatos.

Estupros eram constantes dentro do Manicômio de Barbacena. Isso gerava um alto índice de mulheres grávidas. Ainda quando estavam nesta condição, algumas sofriam abusos e como saída usavam a própria fezes espalhadas pelo corpo para se protegerem. Muitas perderam seus filhos na hora do parto e outras tiveram as crianças enviadas para adoção.

TRATAMENTO DE CHOQUE COMO PUNIÇÃO.

Tratamento choque

O terror aos pacientes ainda aumenta, quando aqueles que mais questionavam o sistema do internato eram submetidos à tratamentos com eletrochoque. Os registros de Luiz Alfredo, o primeiro jornalista à investigar o local, mostravam que a carga elétrica era tão intensa que sobrecarregavam e derrubavam a rede elétrica de Barbacena.

OS CULPADOS NÃO FORAM CONDENADOS.

NUS homens

Ainda não foram encontrados os culpados. Está de sacanagem né?

DEPOIMENTO DE UMA SOBREVIVENTE.

Elzinha foi uma sobrevivente do inferno vivido em Barbacena. Atualmente ela mora em um núcleo terapêutico residencial com outras mulheres com diferentes níveis de dificuldade. Quando criança ela foi internada em uma instituição de menores e posteriormente, já adulta, transferida para Barbacena.

Ela conta que nunca ficou trancada ou foi torturada por choques, mas viu muitas pessoas passarem por isso. No tempo em que ficou internada nunca recebeu a visita dos parentes.

Galeria

 

 Reportagem da GLOBO NEWS

(Imagens e matérias pesquisadas e retiradas no google/youtube)

FIM

FORTE ABRAÇO! 

Obrigado a todos, espero que gostem.

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Written by Coruja

Nascido no interior do Paraná, viveu a infância nos EUA e mora atualmente em Cuiabá. Amante das músicas clássicas, livros, séries e das mais bizarras histórias de guerras. Autor do iéb desde Abril/2015.

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