, ,

Matéria Escura

Lendo o jornal O Globo de hoje, como faço todos os dias, me deparo com uma matéria na parte científica do jornal.
Tratava-se da Matéria Escura. Jamais poderia deixar uma coisa dessas passar em branco, né?
Bom, espero que gostem! :D

Matéria de CESAR BAIMA
[email protected]

Depois de confirmar a existência do bóson de Higgs, a chamada “partícula de Deus”, os cientistas agora se concentram em outro grande mistério neste campo de estudo, a matéria escura. Experimentos no espaço — e em breve também em terra — pretendem detectar sinais e talvez até produzir pequenas quantidades desta estranha substância, melhorando nossa compreensão sobre a origem, passado, presente e futuro do Cosmo. Cientistas anunciaram ontem a detecção dos primeiros indícios concretos da existência da mais misteriosa substância do Cosmo.

Apontada como responsável por manter a forma das galáxias, entre outros efeitos, a matéria escura seria composta por um novo e exótico tipo ou família de partículas chamadas WIMPs (sigla em inglês para partículas maciças de fraca interação). Uma extensão do Modelo Padrão, elas responderiam por pouco mais de um quarto de tudo que existe, contra menos de 5% da dita matéria bariônica, ou comum, da qual todos nós, a Terra, o Sol, as estrelas e as galáxias são feitos — o restante do Universo seria formado pela ainda mais misteriosa energia escura.
Nota: se o cérebro fosse estudado com a mesma intensidade e crença do que o universo, descobertas maravilhosas estariam em nosso horizonte.

FRACA INTERAÇÃO DIFICULTA DETECÇÃO
O problema é que, como o próprio nome das partículas indica, a matéria escura interage muito pouco com a matéria comum, o que a torna invisível aos métodos tradicionais de observação astronômica. Até hoje, a principal evidência de sua existência é justamente o efeito gravitacional que mantém unidas as galáxias, mas os primeiros resultados de um experimento na Estação Espacial Internacional (ISS) divulgados ontem começam a mudar este cenário. Fruto de um investimento de mais de US$ 2 bilhões, o experimento tem como peça central um equipamento instalado do lado de fora da ISS em 2011. Batizado Espectrômetro Magnético Alfa (AMS, também na sigla em inglês), ele tem como objetivo detectar e medir raios cósmicos, isto é, partículas energéticas que permeiam o espaço, antes que eles interajam com a atmosfera terrestre. Segundo uma das teorias mais aceitas atualmente, ao se encontrarem as WIMPs aniquilam-se mutuamente, produzindo energia e pares de elétrons e suas antipartículas, os pósitrons. Assim, isso provocaria um aumento na quantidade de raios cósmicos formados por pósitrons com determinadas “assinaturas” de energia.
E os casos de interação mente x objetos? Mente sobre o corpo? Porque ninguém estuda isso? O final todos sabemos, é a descrença e desinformação que vem a seguir. Digo desinformação no sentido de desinformar sobre o ocorrido, não deixando que o caso se alastre. As ondas emanadas pelo cérebro são invisíveis também e ninguém – ou poucos – estuda isso.

De acordo com os primeiros resultados do experimento, que serão publicados em uma edição futura do periódico científico “Physical Review Letters”, desde que foi acoplado à estação espacial o AMS registrou cerca de 25 bilhões de raios cósmicos. Destes, 6,8 milhões eram compostos por elétrons ou pósitrons, dos quais 400 mil tinham características compatíveis com a aniquilação das WIMPs. Segundo Samuel Ting, ganhador do prêmio Nobel de Física de 1976 e principal cientista do projeto, os dados ainda não são suficientes para confirmar a existência e natureza da matéria escura, mas são os primeiros sinais neste sentido. Isso porque estes raios cósmicos também podem ser produzidos por outros processos astrofísicos, como matéria sendo sugada por um buraco negro ou pulsares, restos superdensos de estrelas que giram rapidamente e são dotados de poderosos campos magnéticos, emitindo ondas de radiação a intervalos regulares.

— É uma indicação, mas de forma nenhuma uma prova (da existência da matéria escura) — reconheceu Ting em seminário no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern) em que apresentou os resultados preliminares da experiência, pela qual brigou com a Nasa por quase 17 anos. — Como a medição mais precisa do fluxo de raios cósmicos de pósitrons até o momento, estes resultados mostram o poder e capacidades do detector do AMS. Nos próximos meses, o AMS poderá nos dizer de forma conclusiva se estes pósitrons são um sinal da matéria escura ou se têm outra origem.

ACELERADOR DE PARTÍCULAS É OUTRA ESPERANÇA
Já em terra a esperança dos cientistas de encontrarem mais informações sobre a matéria escura está depositada no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o mesmo acelerador de partículas do Cern responsável pela descoberta do bóson de Higgs. Desligado para manutenção e melhorias no fim do ano passado, em que serão investidos pouco mais de US$ 100 milhões, o LHC deverá voltar a funcionar no início de 2015 com capacidade de promover colisões de partículas com quase o dobro da energia que conseguia antes do upgrade. Alguns físicos esperam que a este nível de energia seja possível imitar as condições do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao Universo 13,82 bilhões de anos atrás, e produzir pequenas quantidades de matéria escura.

— Se conseguirmos produzir nossa própria matéria escura em laboratório, poderemos estudá-la e saber do que é feita, de onde vem e como se relaciona com a matéria normal. Isso vai permitir que entendamos muito mais sobre esta forma dominante da matéria no Universo — disse Alan Barr, cientista do LHC, em entrevista ao jornal britânico “Telegraph”.

Embora ainda haja dúvidas se as melhorias no LHC levarão à produção de matéria escura ou se isso terá que esperar o próximo upgrade do acelerador, previsto para 2020, os cientistas estão confiantes que as colisões com energia dobrada abrirão caminho para uma “nova física”, permitindo testar a validade de teorias como a da superssimetria, à qual as WIMPs estariam relacionadas, e outras extensões do Modelo Padrão.

Principais Perguntas
– O que é a matéria escura?
– É toda massa que não podemos ver ou detectar no espaço. Os cientistas estimam que cerca de 85% de toda matéria no Universo são do tipo escura.

– Se não conseguimos vê-la, como sabemos que ela existe?
– Por causa do efeito gravitacional que ela provoca nos objetos visíveis, como as estrelas e galáxias. Os cientistas estimam que cerca de 26,8% do universo são compostos por matéria escura e apenas 4,9% de matéria comum. O restante é de energia escura, que seria responsável pela expansão do Universo num ritmo cada vez mais acelerado.
Não sabemos se a telepatia, a telecinese, a clarividência, etc. existe, como podemos comprová-la? Estudando. Da mesma forma como fazem com o céu. O pior é que isso tudo existe mas não é estudado. Uma lástima. :(

– Do que é feita a matéria escura?
– A teoria mais aceita é de que ela seria formada por um grande número de partículas subatômicas que não interagem com a matéria comum e ainda não foram observadas. É o resultado da aniquilação destas partículas, conhecidas como WIMPs, que o Espectrômetro Magnético Alfa (AMS) tenta detectar.
O mesmo com as vibrações que emanam do cérebro

– Como o AMS funciona?
– O espectrômetro não consegue identificar diretamente as WIMPs, mas é capaz de detectar as partículas que se formam quando elas colidem e desaparecem. Pela teoria, esta aniquilação teria como resultado a liberação de energia e de pares de elétrons e sua antipartícula, os pósitrons.

– Quais são os resultados do espectrômetro?
– Ele detectou um excesso de pósitrons com níveis de energia compatíveis com o processo de aniquilação, indicando a existência de WIMPs. O problema é que estas partículas também podem ser geradas por outros objetos cósmicos, como pulsares distantes.

Written by DraftL

O que está em cima é igual ao que está embaixo e, o que está embaixo, é igual ao que está em cima, para realizar os milagres de uma coisa única.

Comentários