“Vísceras”: o conto mais perturbador que você lerá em sua vida

Olá, queridos estranhos leitores do IssoÉBizarro. Cá estou eu, prestes a tentar alimentar pessoas sedentas por vídeos e imagens com sangue e o extremo bizarro que o mundo – e o ser humano – pode dar, com apenas um texto em mãos. Nenhuma imagem, nenhum vídeo. Lide com isso.

O texto é de Chuck Palahniuk, o mesmo autor de Clube da Luta, então, pode esperar por muito mesmo. Bom, se você não sabe do que se trata o Clube da Luta, então é bom sair desse post agora mesmo. Nem é questão de te desmerecer, você só não está preparado, você não vai gostar, e vai acabar falando merda nos comentários. Eu não quero ler sua merda, entendeu? No final, tudo é sobre eu. Chuck Palahniuk intitulou esse conto de “Vísceras”, e acredite ou não, 67 pessoas desmaiaram lendo esse conto.

Não há muito que eu possa dizer sobre esta obra-prima da literatura sem entregar sua trama e acabar estragando a surpresa, ou a experiência que é lê-la pela primeira vez, aflito, sem saber qual a próxima coisa horrível que está prestes a acontecer. E, sim, digo que é uma obra-prima exatamente por sua capacidade de ter uma narrativa tão forte e impactante a ponto de fazer pessoas desmaiarem. Um prato cheio pra Psicologia, Psiquiatria e para o IssoÉBizarro.

Quem conhece o autor sabe bem que seus escritos tendem a ser um pouco perturbadores, e sua narrativa simples e dinâmica, quase sempre em primeira pessoa, tem o poder de nos aproximar do personagem narrador de maneira assustadora. E este conto é o maior exemplo disso.
Antes, deixo aqui o relato de Chuck sobre os desmaios durante as sessões de leitura do conto, em 2005, que pode ser encontrado no site do jornal britânico Telegraph:

“No tour promocional do meu novo romance, li um conto chamado Vísceras pela primeira vez em público. A ideia era incluí-lo em um outro livro que se chamaria Assombro. Meu objetivo com a história era causar horror com coisas bastante comuns: cenouras, velas e piscinas.

Eu estava em uma livraria lotada em Portland, Oregon. Cerca de 800 pessoas foram o suficiente para atingir a capacidade de lotação máxima do local. Ler Vísceras requer um certo nível de concentração, e por isso você não tem muito tempo para desviar os olhos do papel. Mas sempre que eu podia, o fazia e via algumas pessoas nas fileiras da frente com uma cara não muito boa.

Mas foi só quando eu acabei de autografar alguns livros que um funcionário se aproximou e me disse que dois homens haviam desmaiado. Os dois despencaram no chão de concreto e não tinham lembrança alguma além de estar em pé, ouvir a leitura e acordar rodeados pelos pés das outras pessoas. A livraria estava cheia e abafada, pensei. Foi apenas uma casualidade, nada preocupante.

Na noite seguinte, em uma livraria com ar-condicionado em Borders, outra grande plateia ouvia a leitura de Vísceras quando mais duas pessoas desmaiaram. Um homem e uma mulher.

No outro dia, em Seattle, mais duas pessoas foram ao chão exatamente na mesma parte da história, derrubando suas cadeiras com um estrondo no piso de madeira do auditório. A leitura teve que ser interrompida enquanto traziam os dois de volta à consciência. Foi aí que percebemos que tínhamos um padrão.

Na noite seguinte, em São Francisco, mais três pessoas desmaiaram.

Na seguinte, em Berkeley, mais três. Um jornalista que esteve nas três leituras disse que todas as pessoas caíram no momento em que eu li as palavras “milho e amendoim”. Foi esse detalhe que fez as pessoas despencarem de suas cadeiras. Primeiro, suas mãos tombavam para o lado e seus ombros cediam, fazendo a cabeça pender para um lado. Depois, era o peso todo indo ao chão.

Na livraria de Beverly Hills, em Los Angeles, uma mulher ao fundo do salão gritou pedindo que chamassem paramédicos e uma ambulância, chorando tão desesperadamente que sua blusa ficou encharcada, tendo que ser torcida por seu marido, molhando o chão.

No banheiro masculino, outro homem tentava fugir da história quando se inclinou  para lavar seu rosto com um pouco de água fria e desmaiou, batendo sua cabeça contra a pia.

Um repórter do Publishers Weekly escreveu um artigo com a manchete: “Autor de Clube da Luta derruba-os com um soco.”

Na Universidade de Columbia, no dia seguinte, dois estudantes desmaiaram. Enquanto a ambulância os levava para o hospital, meu editor foi até a ponta do palco, acenou para mim, e quando eu me aproximei, disse: “Acho que você já fez bastante estrago com essa história. Não termine de lê-la.”
Na Grã-Bretanha, algumas pessoas desmaiaram nas leituras em Leeds e Cambridge. Em Londres, os banheiros ficaram lotados de pessoas bem vestidas que escaparam da história para deitar no chão frio e se recuperarem do que haviam escutado.
Até agora, 67 pessoas desmaiaram enquanto eu lia Vísceras. É um conto de nove páginas, e na maioria das vezes, levo cerca de 30 minutos para lê-lo, porque na primeira metade, preciso pausar para que a plateia possa rir, e na segunda, para que ela possa ser reanimada.
Meu objetivo era criar um novo tipo de história de horror, baseada no cotidiano, no mundo em que vivemos, sem monstros ou mágica. Vísceras, e o livro que o traz, seriam o alçapão para um lugar sombrio. Um lugar para o qual só você poderia ir, sozinho. Apenas livros têm este poder.
Um filme tem que seguir um determinado modelo se quer atingir um vasto público. E ninguém liga muito para os livros. Ninguém se importou em proibir um livro em décadas. E com essa falta de consideração, vem a liberdade que só os livros têm. E Vísceras é, com certeza, a mais sombria, mais engraçada, mais sádica ou mais perturbadora história em Assombro. A maioria eu nem me interesso em ler em público.”

E, agora, finalmente, o conto em si.
Vou deixar um aviso que se você não achar nada de mais, ou achar até divertido e, de alguma forma, engraçado, vá buscar ajuda psiquiátrica, ou comece a escrever. Talvez o melhor a se fazer, seja começar a escrever. Sério.

Vísceras

Inspire.

Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa história deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.

Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre “fio-terra”. Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina.

Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.

Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.

Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.

Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.

Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

As pessoas na França possuem uma expressão: “sagacidade de escadas.” Em francês: esprit de l’escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa… enquanto você desce as escadas, então – mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.

Esse é o espírito da escada.

O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.

Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais os encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, onde o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os fazia gozar melhor. De forma mais intensa.

Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.

Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.

Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.

Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.

Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.

Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos.

Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.

O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.

Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.

Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.

O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.

Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais espesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.

O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmão mais velho da Marinha escreveu.

No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.

Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.

Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.

O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d’água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.

Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.

Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.

Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando à luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas com as quais você não se preocupa que te pegam.

A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.

Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cu chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.

Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.

Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmã no balé. Ninguém estará em casa por horas.

Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo. Faço isso de novo, e de novo.

Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cu sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.

E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.

Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.

As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.

Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.

As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás… mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.

Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.

Então… eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cu. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentindo a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.

Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.

Ver essa pílula foi o que me salvou a vida. Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.

Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.

O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.

Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.

Deus proíba que meus pais vejam meu pau.

Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.

Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre um camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d’água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.

Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.

Você então vê contra o que eu lutava.

Se eu largo, sai tudo.

Se eu nado para a superfície, sai tudo.

Se eu não nadar, me afogo.

É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.

O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na água turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.

Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.

Algo sobre o que nem os franceses falam. Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos “Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça…”, os russos dizem, “Preciso disso como preciso de dentes no meu cu…”

Mne eto nado kak zuby v zadnitse.

Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.

Droga… mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.

Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cu. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.

Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.

É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, “Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque.” E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.

Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim…

Precisava disso como precisaria de dentes no cu.

Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.

Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.

Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, “Aquela porra daquele cachorro era maluco.”

Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, “Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo…”

E então a menstruação da minha irmã atrasou.

Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram isso novamente.

Nunca.

Essa é a nossa cenoura invisível.

Você.

Agora você pode respirar.

Eu ainda não.

Mega Bizarro
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Comentários!

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115 Comentários nesse post. Comente!

  1. Postem aqui suas cenouras invisíveis.

    até a próxima

    Danibrowser / Responder
    • Cara, isso foi meio previsível…mas que mlk pervertido da poh! huehuehue

      Eu vi uma coisa parecida no filme “PREMONIÇÃO” , só não me lembro em qual…

      Que o mala fica com o brioco preso no filtro e vira do avesso, literalmente.

      Leonel / (in reply to Danibrowser) Responder
      • Foi previsivel mas temos que admitir que o cara manda super bem com palavras! imaginei perfeitamente como aquele muleque teve agunia huahuahua

        guilherme / (in reply to Leonel) Responder
  2. Minha tia e meus pais me pegarem beijando a bunda do meu primo.
    É.

    Henrique Tesfay / Responder
  3. vei, eu achei fraco ‘-‘ vc fez uma pressão na sua introdução, eu tava com medo de ler, mais agora q terminei, pensei, putz, ja lir coisas piores

    matheus / Responder
  4. Pesado demais!

    ricardo / Responder
  5. Realmente um conto Bizarro! Mas não vomitei nem desmaiei ^^

    ckelly / Responder
  6. Impressionante, talvez, mas… Nada demais.

    Wendell / Responder
  7. Quero mais :(

    Wabner / Responder
  8. Muito bom, uma historia envolvente e engraçada, mas ainda achei um texto normal !
    Valeu Dani

    Eu Mesmo / Responder
  9. Pois é, também achei fraco. Fiquei ansioso pelo “amendoins e milho”, porém quando cheguei lá, não foi nada demais. Mas enfim, não deixa de ser uma história interessante.

    p.augusto / Responder
  10. Bom, comecei a ler com uma puta ansiedade e… pá! No meio do conto eu já estava me divertindo e comendo carne com molho barbecue. E nem nojo senti, vendo pelo lado que eu lia a parte que ele descrevia o intestino grosso dele pra fora enquanto eu comia ahaha.
    Mas bom o conto, sou fã do livro Clube da Luta mas nunca procurei saber mais sobre as obras do autor. Obrigada pelo post!

    Margarida / Responder
    • Huahauahaua. Eu acho que viajei dizendo que nunca ASSISTI clube da luta. A não ser que o filme seja inspirado no livro.

      Urubu Reia / (in reply to Margarida) Responder
  11. Danibrowser, pode me chamar de maluca, mas eu gostei do conto… Admito que no começo, a pressão foi grande pois fiquei com medo de ler o.O

    Enfim, ótimo post! Mesmo sem vídeos ou fotos ilustrando, eu gostei…

    Aline Cristina / Responder
  12. nossa cara que situaçao ‘-‘
    eu nunca leio os posts grandes por preguiça , mas esse …
    PQP !

    victor / Responder
  13. Achei bem fraquinho esse texto e realmente não vi nada demais,já vi coisas bem piores acontecerem…

    Igor Royce / Responder
  14. Tranquilo :)

    Gabriel / Responder
  15. Caraaaaaalhooooooooooooooo, eu comecei a gritar CARALHO na parte do amendoim e milho e a rir tb, e ri mais ainda quando eu li q a menstruação da irmã tinha atrasado auhauhaushuewhuhauh

    caio / Responder
  16. Esse monte de gente desmaiou naquela parte do milho e amendoim?
    Poxa velho, ja vi varios videos de prolapso aqui no IEB, não é tão monstruoso a ponto de fazer aalguem desmaiar.

    shady / Responder
  17. Puts…

    Raffamartins / Responder
  18. É um texto bem sádico digamos assim, mais não achei nada demais. Bem comum e acho que essa de pessoas desmaiando e vomitando exageraram DEMAIS, pq tem videos e fotos mais “fortes” do que esse texto aqui mesmo no site. Mas no mais, parabéns pelo post

    Igor / Responder
  19. fiquei com tontura naquela parte do milho e amendoim kkkk mt bom

    Leonardo / Responder
  20. Rapaz…. que loucura foi essa que acabei de ler?! hsiuasahsiuahusaiushiass

    R / Responder
  21. É um texto psicótico, mas não me impressionei, talvez o problema seja eu… Não sei.

    Ga / Responder
  22. Boa tarde Dani, realmente, achei engraçada a história, não sei se não me identifiquei muito ou se o issoebizarro me tornou imune a essas coisas, mas é legal, não recomendo outras pessoas a lerem, mas é legal.

    Melky / Responder
  23. Poha esse é velho hein shaushaushu lembro quando li pela primeira vez no Medo B e fiquei tipo traumatizado pra sempre até mostrar o texto pra uma amiga a uns 2 anos … hj ela nem olha mais pra mim . mas vale a pena tem nd demais .. é nojento .. mas tem nd demais.

    Gabriel / Responder
  24. Heheh, é interessante, a narrativa agoniante e a mensagem por trás do enredo. Mas boa parte das coisas relatadas da história aí são impossíveis de acontecerem, do ponto de vista médico. Heheh. O prolapso retal não acontece dessa maneira e gravidez pelo esperma na água da piscina, mais impossível ainda.

    Alemão / Responder
  25. nem li e já gozei.

    Acunha / Responder
  26. Dani e aquele maravilhoso post q vinha toda sexta feira . O coisa q poderiam acontecer em uma sexta , agora é uma serie morta se for q pena era meu post favorito e se realmente for uma serie morta me desculpe pois não sabia disso

    Mra / Responder
  27. Engraçadinho, interessante, mas não achei o suficiente para desmaios… Talvez o Chuck Palahniuk seja um bom leitor… Anyway bom post Dani.

    Minha cenoura invisível: meu irmão já me viu me masturbando(sou mulher)

    Chris / Responder
  28. Sinceramente é muito bom, no começo sim eu fiquei com medo, por vc falar que pessoas desmaiaram, mais é bem tranquilo =)

    Júnior / Responder
  29. Kkkkk eu achei engraçado n sei se tenhu problemas mas foi engraçado hehehehe!!

    guto / Responder
  30. kkk muito maluca para se ler, mas ja vi coisas piores aki mesmo no IEB entao nada me surpreendeu

    anne / Responder
  31. Eu achei o conto engraçado, será que tem algo errado comigo? ‘-‘

    Geo / Responder
  32. Não achei pesado ao nível da introdução que fez referencia ao mesmo.

    Me lembrou alguns filmes do Diretor Jay Sin (Evil Angel) como Gape Lovers, Anal Acroboats e Deep Anal Abyss onde as atrizes colocam um bombinha de sucção no rabo e põe o brioco pra fora.
    Quem gosta deste tipo de putaria pode acessar hotkinkyjo, que ao meu conhecimento é o cu mais profundo que existe.
    Se tiverem outras por favor me avisem.

    Pesado pra mim é covardia e impunidade.

    Varão / Responder
  33. Nao sei se vcs perceberam, o cara se mata no final.

    alan david / Responder
    • Ele nao se mata nao cara , vc ta moscando .
      Minha cenoura invisivel é, foi quando minha tia me pegou masturbando minha prima quando tinhamos 16 anos .É foi maneiro .

      Gustavo Fring / (in reply to alan david) Responder
    • Vc é pirado piá, aonde fala q ele se mata no final, diz que nós podemos voltar a respirar, já que no início do texto ele menciona que o tempo de se ler é um tempo de prender a respiração e tals e ele não pode respirar, é uma metáfora tendo em vista que aquilo para ele é a sua cenoura invisível, um dia ele acredita que venha à tona, que alguém entre com aquela história em discussão novamente que o perguntem o porquê de tamanha burrice! Outra, diz ali que a irmã fez um aborto, algo tb a seu ver como mais um bafão de família não mencionado e não que ele a engravidou, credo piá que cabeça de jirico q vc tem hein?!

      Bruna Lopes / (in reply to alan david) Responder
  34. Essa galera que diz que o texto é engracado, ta fazendo isso pra pagar de fodão,o cara teve o intestino SUGADO ISSO É ENGRACADO AONDE???

    alan david / Responder
  35. Ele tb engravida a irmã,se vc acha isso tudo normal e engracado,vc tem GRANDES problemas mentais…

    alan david / Responder
    • só quero saber como a irmã fica grávida dele na piscina kkkkkkkkkkkkkkkkkkk CLARO QUE EU ACHO ENGRAÇADO NE kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk não é dele né, só o acontecimento que ele expressa no texto tendo a mesma importancia, ou mais do que o ocorrido com ele, já que ninguem nunca mais comentou mesmo com todos os ocorridos… ele quase morreu pelo cu, mas ninguem comenta pelo constrangimento da situaçao… e dão mais atençao e levam em conta a gravidez da irma….

      Lica / (in reply to alan david) Responder
    • Jovem:

      Além de levar as coisas a sério DEMAIS, você tem GRANDES PROBLEMAS com interpretação de texto:

      Sobre a gravidez da irmã: Ele apenas DISSERTAVA sobre como seria se a irmã engravidasse dele, sobre como nasceria uma criança deformada por conta da relação incestuosa (E isso NÃO ACONTECEU, ELE APENAS TINHA MEDO QUE ACONTECÊSSE!).

      Sobre o texto em sí: EU DEI RISADA DESSA PORRA DO INÍCIO AO FIM. QUASE ME MIJEI RINDO. E isso não quer dizer “pagar de fodão”: É que o texto é escroto demais, mas os fatos são reais: Os humanos fazem coisas absurdas em busca de prazer… E quando isso dá errado, ocorrem dois tipos de reações: Ou alguém dá muita risada, ou alguém se choca demais com isso.

      Portanto, sendo que este conto foi concebido por um excelente autor (Veja o filme Clube da Luta. Na minha opinião é um dos melhores filmes que já vi!), então, trata-se de um conto apenas. Não é necessário fazer disso um cavalinho de batalha, ok?

      E Danibrowser: Tomá no teu cu, viu? SHOW a iniciativa de postar algo assim. Fazia tempo que uma leitura não me fazia rir TANTO! Haters gonna hate, but fuck them!

      SHOW!!!.

      • Concordo plenamente com o Eduardo! Eu ri do conto por ser escroto demais. A irmã dele não engravidou dele, ela só imaginava isso, pra ele era uma possibilidade. Mas a parte da verdade é que as pessoas ultrapassam os próprios limites em busca de prazer. E é só isso que esse conto quer dizer.

        Giordana / (in reply to Eduardo (Arrow_Strider)) Responder
  36. Merda. Nunca assisti clube da luta.
    Mas achei bem interessante o conto, tanto que li tudo de uma vez, rapidinho até. Mas assim lendo, não achei muito forte não, e algumas partes soam um pouco engraçadas sim, mas talvez seja pela tradução (Rabo é uma palavra engraçada, por exemplo). Mas acho que ouvindo deve ser mais tenso, mais angustiante.

    Comigo nunca aconteceu nada, a não ser uma ou duas vezes que minha irmã mais velha me flagrou no auge da adolescência, no ato, tocando aquela bronha no sofá da sala hauahauahauaa. E na hora da uma vergonha enorme, você não sabe onde enfiar a cara e tenta disfarçar de qualquer jeito, hauahaua. Depois ficava lembrando aquilo, e até lembrar dá vergonha. E aí acho que essa tal de cenoura invisível (Mas sem viadagem, neste caso) permanece ali no convívio familiar por um ou dois dias, até ir quebrando o gelo. Mas nada demais.
    É claro que hoje sou mais cuidadoso, não tem porque ficar dando esses vacilos. Aquele tempo de faixa branca já passou. Agora sou faixa preta!

    Urubu Rei / Responder
  37. Gente, eu quero ler, mas to com medo, quero saber se é sobre fantasmas ou assombrações, eu n leio nada desse gênero kkk

    Cléya / Responder
  38. Caraka…me encontraram desmaiado em cima do teclado com uma cenoura introduzida no cú…
    E olhe que nem Mário Gomes sou…Maldito conto !!!

    / Responder
  39. PUTA QUE PARIU .. Que LOUCURA ‘—‘ !

    Murilo / Responder
  40. …engravidei a minha vizinha e ateh hj o marido dela acha que ele eh o pai…se mudaram pra outra cidade e ela enterrou esse assunto praticamente…nem menciona meus nome, mto menos diz que o muleki eh meu… ‘-‘

    NeoDarkSide / Responder
  41. Não achei tudo isso e nem engraçado como alguns retardados aqui

    John / Responder
  42. e agora vai ter um bando de malucos que depois de ler isso vai comprar uma cenoura, acender uma velha ou ir pra piscina dar uma sugadinha. nada demais, são apenas destemidos xD

    giovanagusmao / Responder
  43. Eu Desde Pequeno Fui Pego Pelos Meus Pais Se Relacionando Com Garotos…
    Aos 17 Anos Estudei Em Uma Escola Na Minha Cidade, Lá Conheci Um Professor Que Era Gamado Em Mim, Bom Usei Isso Para Me Beneficiar Na Matéria. Sai Com Ele Apenas 2 Vezes, Tempo Suficiente Para Ganhar Pontos Extras Na Matéria…
    A Quase Dois Anos Atrás Eu Namorava Uma Garota De Outra Cidade, Bom, Sem Dinheiro e Transporte Para Vê-la… Tive Que Transar Com Um “Amigo” Para Poder Ir De Encontro A Minha Amada.
    Sinto Vergonha De Mim Mesmo, Mas Aqui No IssoÉBizarro. Tenho Toda Coragem De Me Expor… ;p Abraços Para Meus Fãs…

    Autor Desconhecido / Responder
  44. “Vou deixar um aviso que se você não achar nada de mais, ou achar até divertido e, de alguma forma, engraçado, vá buscar ajuda psiquiátrica, ou comece a escrever”
    Droga, eu estava achando divertido e engraçado, asauehaushaueahusaheuheueheuhaushae…

    Fagundes / Responder
    • Não cara, o issoebizarro é pra deixar seus leitores alertas quanto ao que acontece de mais absurdo pra agir sem choque numa situação de extresse que teremos que lidar com algo assim, e com 4 anos vendo essas bizarrices todo dia, já não tenho nojo ou medo de ver um cara atropelado ou ler um conto como esse.

  45. Eu não achei engraçado achei excitante rsrsr ^^

    Gabriel / Responder
  46. Gostei muito do conto!!! Bem envolvente e triste ao mesmo tempo. Dá para aprender muita coisa com isso, mas não desmaiei, nem fiquei enjoada ou coisa do tipo. Mas tenho que admitir que o conto É FODÁSTICO.

    Ana Claudia / Responder
  47. um pouco agoniante e engraçado,gostei,e o coisas que podem acontecer em uma sexta feira????.já tá dando sdds

    guilherme / Responder
  48. Já havia lido esse conto e esse final: “Agora você pode respirar. Eu ainda não.” Foi simplesmente muito bom. Adorei.

    Bruna / Responder
  49. Lembrei do episódio de South Park “A HISTORIA DE SCROTIE SODOMITA”…kkkk

    Jan / Responder
  50. UASHUSHUAHUSJAUHSUAHSUASHAUHSUAISHAIUHSIUAHIUSHIUAHSIUHAIUSHAIUHSIUAHISJAIHUSHASUIHAIUSHAIUHSIUAHIUSHAIUHSUIAHIUSHAIUHSIUAHIUSHAIUHSIUAHIUSHIUAHIUSHAIUHIS

    Eu ri DEMAIS!

    SAHUSHUAHSUAHUHSUAHUSHAUHSUAHUSHUAHSUHAUHSUAHUSHUAHS

    Pior foi na parte da menstruação da irmã dele KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Letícia / Responder
  51. Só pra lembrar, acontece isso em… Premonição 3. Ou 4, não lembro. Mas o cara não tava tentando se dar prazer…

    Letícia / Responder
  52. Cara……. eu to tipo de boca aberta chocado e com nojo…. que issu veei O.O

    rafa / Responder
  53. O conto não deixa de ser interessante, mas, a propaganda foi exagerada!
    Um “simples” video de um rolé em um hospital sírio, já causa mais impacto.

    O conto “LolitaSlaveToy”, num primeiro momento, causa um certo mal estar. Mas, analisando com calma, percebe-se que não passa de mais um produto de uma imaginação fértil.

    Sequela / Responder
  54. Talvez,com o autor lendo ele seja mais,tocante, Mwahhahahha

    Christian / Responder
  55. li inteiro e achei estranho da minha parte pois o trecho que me deixou mais angustiado foi esse,pqp q sensacao ruim.

    Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

    Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

    222001 / Responder
  56. Já tinha lido esse conto, mas não sabia dessa história de desmaios nem quem era o autor.

    Carol / Responder
  57. Amo Chuck Palahniuk, esse conto é do livro ASSOMBRO. Sou louca por esse livro mas não acho onde baixar nem comprar, infelizmente. :'(

    OMG / Responder
  58. Começamos a ler tensos… mas depois que engrenou foi só risada. Ou melhor, gargalhadas altíssimas kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk somos todos doentes! rs

    Bruno e Lica / Responder
  59. Eu ja assistir o clube da luta, porem é um filme antigo e nao me recordo de muita coisa, se vc nao tivesse citado agora nem teria lembrado que ele existia. Não vi nada demais no conto exceto a bizarrice dos caras que morrem em busca do prazer, colocar o cu pra ser chupado no duto debaixo da piscina tem que ser muito retardado.

    Ice Knight / Responder
  60. Guts é o meu conto preferido do Chuck, sensacional, a primeira vez que eu li fiquei com uma aflição gigantesca!

    Diego / Responder
  61. o marcelinho ja contou piores xD

    Flávio / Responder
  62. kkkkkkkkkkkkkk milho e amendoins kkkkkkkkkkkk cara, nao tem nada de medonho nesse texto, é totalmente absurdo e chega a ser engraçado de tanta asneira kkk é interessante, porém ilario suahsuahs

    dehrpina / Responder
  63. vidaloka mano oeoaeoa

    kayo / Responder
  64. devo me sentir mal ou ficar preocupado porque eu dei risada? o cara conseguiu ter o maior azar possível do mundo

    Gokdrah / Responder
  65. To com fome.

    Bruno Ferraz / Responder
  66. Tipo…
    So iso, sei la pelo aviso que tava la em cima esperava mais. Tudo bem que trata de temas um pouco fortes, mas tipo so isso?

    Nicole / Responder
  67. A introdução é mais legal que a historia em si. Enfim, não curti, achei simples demais, nada de diferente.

    Thais / Responder
  68. pura comedia!!

    luhh / Responder
  69. Bem nojento esse conto, não pretendo comer frutos do mar tão cedo. Mas não foi o suficiente para me fazer desmaiar.

    Bruno / Responder
  70. cara… já li esse conto num outro blog, mas acredite q fiquei rindo das situações dos amigos do cara, e um pouco do protagonista, não ri da desgraça dele, mas sim da linguagem q ele usa, da situação quando os pais do cara ao reagirem com o q aconteceu com ele.

    caio S / Responder
  71. Igual ao Urubu Rei, nunca vi “O Clube da Luta” (nem tenho curiosidade de ver), e achei o texto fraco, nada de mais. Uma situação bizarra, mas nada de me fazer ter pesadelos, e muito menos desmaiar.
    Eu leio terror há muito tempo – e escrevo, também – e, honestamente, me borrei infinitamente mais de medo lendo o conto “O Turno da Noite”, de Stephen King.
    Estou acostumada com coisas muito mais pesadas, literária e visualmente falando, que o conto acima.
    Interessante, mas nada demais.

    Iroha / Responder
  72. Sei lá isso não me deixou nenhum pouco enjoado……

    Gabriel / Responder
  73. Essa história é sem sentido, o esperma não dura muito tempo fora do corpo humano e sem contar que o cara morreria antes mesmo de todo intestino sair polo anus.

    Gabriel / Responder
  74. Eu fui o único que riu pra caralho nessa história?

    Cyro Britto / Responder
  75. Rachei de rir, isso sim! Piazada burra! kkkk

    Bruna Lopes / Responder
  76. foi muito engraçado no começo mas depois ficou tao interessante q eu ñ consegia mas parar de ler eu nunca li tanto assim. muito bom

    jose luan / Responder
  77. Premonição 5 se não me engano tem uma morte parecida cm o cara da piscina… achei nojento.

    Camye / Responder
  78. Já tinha lido a algum tempo no parceiro de vcs medob

    kiko cheiroso / Responder
  79. So eu que dei uma baita de uma respirada no final do conto.?

    Gabriel Faria / Responder
  80. Por todo o suspense inicial juro que me decepcionei com esse conto. Esperava mais. 67 pessoas desmaiaram? Freiras, só pode.

    Marina / Responder
  81. Nossa, muito sádico, porém, ninguém pode engravidar com esperma dentro da piscina, o sêmen humano não sobreviveria tanto tempo. Nojento, isso não se pode negar, mas bem feito, quem manda querer sentar o cu no duto da piscina? melhor pagar um gay para poder chupar seu ânus. seu idiota!

    Rayanne / Responder
  82. Esse conto só nos faz lembrar o quanto o ser humano é doente, e pode fazer qualquer coisa por um pouco de sexo, drogas e diversão.

    Que mundo divertido esse não?

    Bruno A. Alves / Responder
  83. Não acredito que alguém conseguiu desmaiar lendo isso, muito fraco e até um pouco engraçado. Dei uma gargalhada na parte do “Você morde e rói seu próprio cu” mas torci no final para ele sobreviver.

    Giuliana / Responder
  84. Porra cara, até abri uma lata de cerveja aqui e esperei um conto FELADAPUTA” mas nao condiz com a espectativa isso ai que eu li… Mas claro q

    Erik / Responder
  85. Sinceramente achei foi é engraçado. Nada de horrível nisso. Nem acredito que teve gente que desmaiou, eu esperava mais cara, que droga kk

    Bah / Responder
  86. me senti meio mal…mas achei engraçado até…

    shinoda / Responder
  87. o cara é UM GÊNIO. críticas sociais pipocam neste conto perturbador de forma completamente imprevisível, & em momentos imprevisíveis, e é isso que o faz genial.
    quanto a ele não parecer tão perturbador quanto os relatos ameaçam, talvez seja algo na maneira particular que o autor tem de contar. tive vontade de ouvir uma leitura pelo próprio, mas isso é definitivamente impossível.

    HEL / Responder
  88. Será que só eu percebi que algumas pessoas desmaiaram porque o autor do texto pede para ler o texto com a respiração presa?????????????????????????

    Nickoly / Responder
  89. Se vcs acharam o conto “fraco”, procurem no Google Imagens: prolapso retal
    (de preferencia enquanto vcs estiverem jantando ;D

    Argh / Responder
  90. esperava mais !

    gabriel / Responder
  91. o cara escreve bem,morri de rir na parte da vela…

    ina / Responder
  92. Isso perto de um conto de Jean Jenet é fichinha, leiam seus contos depois me digam abrs.

    doug Rocks / Responder
  93. Não senti nojo ou repulssa, como muitos, mas fiquei impressionado. Bastante. É uma leitura forte e chula, que te faz pensar no quão doentia pode ser a mente humana, principalmente no que diz respeito à busca pelo prazer. Confesso que esperava mais, muito mais. Mereço um prêmio por lê-lo jantando e não desmaiar na parte do milho e amendoim, rs.

    Um grande abraço, Browser. Sou teu fã!

    Dymagno / Responder