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José Ramos: O linguiceiro da rua Arvoredo


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Boa tarde pessoal! Quem se recorda do filme “Sweeney Todd:O barbeiro demoníaco da Rua Fleet”? Aquele que matava as pessoas para fazer tortas com suas carnes?

Acreditem ou não, no Brasil temos um caso semelhante.

José Ramos nasceu em Santa Catarina, filho de uma índia com um soldado português combatente na Guerra dos Farrapos (1835-1845) . Apos moço, mudou-se para Porto Alegre e tornou-se um policial, sendo conhecido como um cavalheiro de bons modos e gostos refinados.

A Rua do Arvoredo no século XIX era moradia de pessoas de media e baixa renda, composta por residências e pequenos estabelecimentos comerciais que em muitos casos eram propriedades de imigrantes e também o local menos esperado para que um latrocínio como o que ocorreu acontecesse.

Em 1883, Ramos já casado com a húngara Catarina Paulsen, iniciaram uma onda de crimes brutais e BIZARROS. Frequentavam bons locais públicos e checavam, com antecedência, quais homens ali eram ricos e poderiam ser seduzidos por Catarina. A preferência era por estrangeiros, já que Catarina não falava português. Então, ela os levava ao casarão de um cúmplice, Carl Claussner, na Rua do Arvoredo (atual Rua Coronel Fernandes Machado)

Na casa as vítimas eram roubadas e mutiladas. Tendo seus corpos levados em um carrinho até o açougue de Claussner, na Rua da Ponte (atual Rua Riachuelo). Com técnica quase profissional, cada corpo era degolado, esquartejado, descarnado e cortado com capricho e em fatia, para serem acondicionados em baús. Para o trabalho, o açougueiro contava com a ajuda de Carlos Claussner — que pouco tempo depois seria transformado em linguiça pelo comparsa. Com o moedor, ele fazia guisado da carne e preparava o produto, oferecido para toda a cidade.

Descobriu-se que, ao todo, nove pessoas viraram linguiça, e tiveram seus restos enterrados no quintal. Em 1864, após um longo julgamento, Ramos e Paulsen foram condenados. Ela, a 13 anos sob regime de trabalhos forçados. Ele, à morte.

Para tanto, é preciso acrescentar elementos contextuais decisivos que fizeram a história ser “apagada”. Província mais ao sul do Império brasileiro, única fronteira viva do mundo luso com o castelhano, com uma larga faixa de território sendo palco de lutas sangrentas, o Rio Grande do Sul viveu em um curto espaço de tempo duas guerras muito fortes: a Guerra dos Farrapos (1835-1845), guerra civil que opôs dois grupos locais, um favorável a um processo de independência da província em relação ao Brasil, outro favorável à manutenção da unidade do Império, tendo como centro econômico a produção e distribuição do charque, a carne salgada, principal produto do estado naquela altura.

A história chocou tanto, que Décio Bergamaschi Freitas, jornalista e historiador brasileiro chegou a escrever um livro sobre os fatos, vasculhando todos os arquivos de Porto Alegre. Livro: O Maior Crime da Terra, (Ensaio – História) Porto Alegre, Sulina, (1996).

Segundo o historiador (Já falecido) os processos estavam bem incompletos, faltando folhas, sem contar que o material era todo manuscrito em português arcaico, o que contribuía em medida para dificultar o trabalho de quem tenta desvendar as historias dos crimes e de possível ato de canibalismo. E foi justamente o canibalismo que, segundo Décio Freitas, pode ter levado o caso a ser uma ferida dolorosa no seio da alta sociedade de Porto Alegre daquela época, e isso teria levado ao descaso no arquivamento de certas partes do processo.

Além do livro, o caso também virou tema de teatro, conforme segue:

Jornal da época:

Documento da época:

E por hoje é isso! Já sabem, qualquer dúvida só me gritar no facebook. Abraços.

Written by Isis Müller

Historiadora em progresso, leonina, amante da leitura, da fotografia e um tanto quanto apaixonada por tudo aquilo que não posso ver, ou tocar. Prazer.


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