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Os cientistas Vladimir Demikhov e Sergei Brukhonenko.

Demikhov (Kulini Farm, 18 de Julho de 1916 – Moscou, Novembro de 1998) era um médico, e cirurgicamente enxertou a parte dianteira de um filhote, cabeça, patas dianteiras e patela, num corpo inanimado de um cão adulto.

“Demikhov preparou uma apresentação diante de repórteres de todo o mundo. Jornalistas suspiravam enquanto as duas cabeças se debruçavam para beber simultâneamente em uma tigela de leite e estremeciam enquanto o leite da cabeça do filhote pingava do tubo desconectado de seu esôfago”, esclarece Boese. Boese escritor e pesquisador que escreveu o livro “Elephants on acid and other bizarre experiments”.

Diz a BBC Brasil que as cabeças brigavam entre si. Demikhov fez isso com mais 19 cachorros, e um deles viveu quase um mês. Demikhov concluiu que os tecidos se rejeitavam e tornava isso impossível, em 1954 era uma descoberta considerável.

Demikhov morreu no anonimato em 1998, mas foi premiado com a Ordem “Por serviços prestados ao País”, Terceira Classe, um pouco antes de sua morte.

Já o  médico soviético Sergei Brukhonenko (1890-1960)  criou uma máquina primitiva que exercia as funções do coração e do pulmão, à qual ele batizou de “autojetor”. Com o auxílio do aparelho ele conseguiu manter viva a cabeça de um cachorro.

Brukhonenko exibiu uma cabeça viva de cachorro em 1928 diante de uma audiência de cientistas internacionais no Terceiro Congresso de Fisiologistas da URSS.

Para provar que a cabeça sobre a mesa realmente estava viva ele a fez reagir a estímulos. Brukhonenko bateu com uma marreta na mesa, e a cabeça hesitou. Lançou luz em seus olhos, que piscaram. O médico chegou ao ponto de alimentá-la com um pedaço de queijo, que imediatamente caiu pelo tubo esofagueal do outro lado.

Ele conseguiu fazer a cabeça ficar viva por 190 minutos.

Fotos que consegui, sobre a experiência de Vladimir Demikhov:

Gostaria de agradecer a algumas pessoas que me ajudam a complementar matérias, ou as vezes me teclam sobre algum erro nas mesmas. Obrigada, gente.

E mais uma coisa: Um beijo Jess, sua linda!

Written by Isis Müller

Historiadora em progresso, leonina, amante da leitura, da fotografia e um tanto quanto apaixonada por tudo aquilo que não posso ver, ou tocar. Prazer.

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