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Elefantes e LSD

elefantes-LSD

E aí seus caboré, belê?

O título do post mais parece o nome de uma banda hippie dos anos 70, mas não. Na verdade trata-se de um experimento feito com elefantes apenas para ver como os animais reagiriam.

Tipo, os tiozim fumando um no laboratório e um olha pro outro e diz:

“O que acontece se você der LSD a um elefante?”

Numa manhã sexta-feira, do dia 3 de agosto de 1962, um grupo de pesquisadores drogados de Oklahoma decidiu descobrir.

Warren Thomas, diretor do zoológico municipal, aplicou 297 miligramas de LSD em Tusko, o elefante. Dois outros cientistas, Louis Jolyon West e Chester M. Pierce, da faculdade de medicina da Universidade de Oklahoma, o acompanhavam.
A dose usada corresponde a 3 mil vezes uma dose típica utilizada em seres humanos. É a maior dose de LSD jamais administrada a um ser vivo.
Posteriormente os cientistas explicaram que a experiência foi planejada para descobrir se o LSD induziria o elefante ao estado de musth (um frenesi temporário que alguns machos às vezes experimentam durante o qual se tornam extremamente agressivos e secretam uma substancia de odor desagradável pelas glândulas temporais).
Alguns críticos, no entanto, alegam que não passou do desejo de satisfazer uma curiosidade doentia, além de muito tempo ocioso. Nos anos 60’s as manhãs de sexta-feira deviam ser muito entediantes.
Tusko e o seu tratador
Tusko e o seu tratador
Seja lá qual foi a razão dessa fulerage toda, o experimento não saiu como planejado. Tusko reagiu como se tivesse sido picado por uma abelha. Trombeteou por seu cercado por alguns minutos e então caiu de pernas para o ar. Horrorizados, os pesquisadores tentaram revivê-lo, mas cerca de uma hora depois o elefante estava morto. Os três cientistas concluíram constrangidos que: “Parece que elefantes são altamente sensíveis aos efeitos do LSD”.
Sério véi, os caras precisaram matar o bicho pra deduzir isso?
Enfim, nos anos que se seguiram houve muita controvérsia acerca da causa da morte do animal. Alguns alegavam que não foi o LSD o causador do óbito, mas sim as drogas utilizadas para tentar reanimá-lo. Então, vinte anos depois, Ronald Siegel, da Universidade de Los Angeles, decidiu dar fim ao debate administrando a mesma dose de LSD a dois outros elefantes. Dãããããã…
Ao invés de injetar o LSD, Siegel misturou a droga na água. Quando administrado dessa forma o LSD parece não ser fatal aos animais. Os elefantes não só sobreviveram como permaneceram calmos. Ficaram vagarosos, balançando para frente e para trás e emitiram ruídos estranhos parecidos com chios e trinados, mas em algumas horas já estavam de volta ao normal.
Entretanto, Siegel observou que a dosagem que Tusko recebeu pode ter excedido o limiar de toxicidade, de forma a ser impossível precisar a causa da sua morte.
“Cinco minutos após a injeção ele alardeou, entrou em colapso, caiu pesadamente para o lado direito, defecando, e entrou em estado de mal epiléptico. Os membros do lado esquerdo foram hiperestendidos e o seu corpo ficou firme feito rocha;. Os membros do lado direito foram contraídos, com uma flexão parcial;. Houve tremores nos olhos que estavam fechados e mostrou um espasmo do músculo orbicular;. Os globos oculares foram revirando-se bruscamente para a esquerda, com com as pupilas extremamente dilatadas e a boca estava aberta, mas respiração era extremamente difícil e pesada, dando a impressão de obstrução respiratória alta devido ao espasmo da laringe. A língua, tinha sido mordido várias vezes. A imagem era a de uma expressão aterrorizante, e com seus movimentos espasmódicos”.
– West LJ, Pierce CM, Thomas WD. Ciência, 1962, 1100-1103.
Quem nunca viu um elefante colorido depois de chupar um drops?
Será que o Tusko viu humanos coloridos? Ok, fui longe demais,  tchau!

 

Written by Kaoss Hum

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