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Irukandji: o perigo invisível.

Boa noite, leitores do IéB

Nos últimos dias, venho assistindo a Discovery Channel e prestando atenção, vi uma chamada, onde falava sobre um pequeno serzinho, invisível aos olhos, mas, de um poder venenoso de espantar qualquer um. Pesquisando algumas fontes, aqui vai aos senhores e senhoras, uma postagem sobre este pequeno mas, significante assassino.

Irukandji

A Medusa Irukandji (Carukia barnesi) habita as águas da Austrália. Esta é uma água-viva mortal, de apenas 2,5 centímetros (medindo desde o sino e tentáculos) de diâmetro, o que torna difícil de detectar. O Irukandji, acredita-se ser a criatura mais venenosa do mundo.
O nome Irukandji refere-se a uma tribo aborígene australiana que habitavam a região de Palm Cove ao norte de Queensland, onde a síndrome de Irukandji, produzido pelo veneno picadas desta pequena medusa, ocorre com mais freqüência.
É uma espécie de medusa que tem sido conhecida, nos últimos anos, devido a morte de muitos banhistas na Austrália. Em 2002, Richard Jordon foi picado enquanto nadava ao largo da costa de Hamilton. Ele era um turista britânico de 58 anos, infelizmente ele morreu poucos dias depois.
A Irukandji tem ferrões não só em seus tentáculos, mas também sobre a sua sino.
Pequena e muito frágil, a Irukandji não pode ser mantido em um aquário normal porque o impacto da mudança de ambiente mataria-a rapidamente, porém a primeira Irukandji nascida em cativeiro, nasceu em Townsville.

Tratamento

Os médicos acreditam ter encontrado um tratamento eficaz para pessoas picadas pela Irukandji. Eles estão cautelosamente otimistas com os resultados do tratamento do Dr. Michael Corkeron da Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital de Townsville, que descobriu um tratamento extremamente simples, mas eficaz para as picadas potencialmente fatais da venenosa Irukandji.
Dr. Corkeron tratou com sucesso pacientes com infusões de magnésio administrados por via intravenosa. Médicos em Queensland dizem que a infusão de magnésio pode lutar contra o veneno letal da pequena assassina.
O tratamento foi testado em porcos. Os médicos já relataram sucesso em seres humanos.
Dr. Michael Corkeron, disse:
“O que é notável, é que a infusão de magnésio é um tratamento a longo prazo, porém,  seguro e barato.”

Primeiros Socorros

A primeira medida é tirar a pessoa atacada da água, para evitar o afogamento. Se a pessoa apresentar sintomas de choque anafilático, deve-se procurar ajuda especializada, sem demora. Caso o paciente esteja apenas dolorido, as medidas incluem a remoção de todos os tentáculos, seus restos, ou de cnidócitos da sua pele, por exemplo, aplicando creme de barbear e raspando a área afetada com uma lâmina ou cartão de crédito.

A aplicação de vinagre(ou de uma solução aquosa de ácido acéticode 3 a 10%) pode ajudar, mesmo em picadas graves. Em casos de picadas nos ou perto dos olhos, o vinagre pode ser aplicado à volta com uma toalha. Água salgada também pode ser usada, caso o vinagre não esteja disponível. Caso o ataque tenha ocorrido em água salgada, não se deve utilizar água doce, pois esta mudanças podem causar a liberação de mais peçonha dos tentáculos grudados. O mesmo efeito negativo também pode ser causado ao se esfregar o local afetado, ou pelo uso de álcool, amônia ou urina.

Depois dos primeiros socorros, a aplicação de anti-histamínicos como a difenidramina pode diminuir a irritação. Para remover a peçonha da derme, pode aplicar-se uma pasta de bicarbonato de sódio em água, cobrir a área afetada e reaplicar cada 15-20 minutos, se possível. Gelo também evita que a peçonha se espalhe. Uma técnica simples, mas, eficaz, consiste em aplicar vinagre e polvilhar farinha de trigo, onde vai destacar mais os tentáculos, sendo então mais fácil sua retirada por raspagem usando uma lâmina.

A síndrome Irukandji

Uma doença inexplicável que atingia as pessoas que nadavam no mar australiano. Os sintomas são:

  • Dores lancinantes que implicam a aplicação de anestesias cirúrgicas;
  • Náusea e vómitos convulsivos;
  • Pressão arterial extremamente alta;
  • Sensação de desespero, provocada pela libertação da hormona noradrenalina.

A síndrome foi descrita pela primeira vez em 1964 pelo médico Jack Barnes, que fez a associação entre os sintomas e os cubozoários. Para provar a sua hipótese, o Dr. Barnes tocou ele próprio numa Caruka Barnesi (com cerca de 2 cm de diâmetro) e teve a oportunidade de descrever em primeira mão todos os efeitos da toxina do animal. A relação com os cubozoários é clara quando se acrescenta a esta sintomatologia a presença de cicatrizes vermelhas, típicas do contato com os tentáculos destes animais, mas nem todos os acidentes resultam em marcas visíveis após o fim dos sintomas. Isto sugere que a síndrome de Irukandji possa ser a explicação para as mortes inexplicáveis que ocorrem todos os anos no Pacífico e que são normalmente atribuídas a ataque cardíacos ou afogamento.

A biologia dos cubozoários é ainda pouco conhecida e só há poucos anos se iniciaram estudos detalhados sobre estes animais. Apenas uma única espécie que até agora foi claramente associada a esta síndrome (graças aos esforços do Dr. Barnes), mas é quase certo que muitas outras a possam causar também. Por enquanto, não se conhece ainda exatamente o tipo de toxina que estes animais libertam, sabendo-se apenas que ataca o sistema nervoso central e que nem há antídoto conhecido. O tratamento da síndrome de Irukandji baseia-se no alívio dos vários sintomas que a compõem.

Onde vive a Irukandji

A síndrome de Irukandji tem sido vista na região de Fraser Island, uma ilha no norte de Queensland, a 250 quilômetros ao norte de Brisbane. A síndrome também tem sido descrita em todo o Pacífico e, recentemente, a partir de águas da Flórida.
Dr. Seymour (James Cook University) disse que a indústria do turismo deve ser alertar as pessoas sobre a água-viva, porque o aquecimento global pode estar mudando as temperaturas da água permitindo que estas perigosas Irukandji vivam em áreas novas, incluindo alguns destinos turísticos.

Fotos da criaturinha

Área de distribuição da Irukandji
Comparação do tamanho

Para aqueles que desejam visitar a Austrália e a costa do Pacífico dos EUA, este post é um aviso. Tomem os devidos cuidados orientem-se com os Guarda Vidas sobre os perigos e locais onde possam tomar seu banho de mar sossegados, sem preocupação.

 

Aquele abraço a todos e fiquem na paz.

Fabiano MadDog

 

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