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Histórias bizarras de casais que foram unidos pela morte

Bom dia pessoal, tudo bem?

Nesta manhã irei começar uma sequencia que chamarei de “Unidos pela morte”, que irá contar a história de casais que foram unidos pelo amor e pela morte. De começo, irei mostrar três casais, um por semana. Se vocês gostarem, posso continuar. Lembando sempre que estou aberta a opções… Vocês podem me dar elas via comentários aqui, ou então pelo meu facebook. Vamos lá.

Paul Bernardo e Karla Homolka

Vamos por partes…

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Aos 15 anos Paul descobre que não é filho de seu pai, mas sim de um ex namorado de sua mãe, que não quis assumi-lo. Indignado com o fato, começa a referir-se a sua mãe como “vagabunda”, e ela após tempos começa a chama-lo de “bastardo” . Após este ocorrido, descobre-se que seu padrasto Kenneth esta sendo acusado de abuso sexual infantil, este abusou sexualmente de sua própria filha, irmã de Paul. Antes, seu comportamento agressivo de seu “pai” já estava forte, sendo ele expulso do quarto onde dormia de sua mulher, dormindo assim no porão de casa.

Vivendo em uma casa nestas condições, e com uma mãe completamente controladora, Paul logo desenvolveu uma mente completamente controladora, manipuladora e cheia de fantasias.

Com maior idade, gostava de humilhar as mulheres com quem saia publicamente, e as vezes, até mesmousava da violência contra elas. Antes de conhecer Karla, Paul já havia matado entre 17 e 20 mulheres , muitas delas ainda menores de idade. Logo ficou conhecido como “Scarborough Rapist.”

Lista de algumas de suas vítimas:

4 Maio de 1987, o estupro, a mulher de 21 anos de idade, Scarborough, na frente da casa de seus pais. O ataque durou mais de meia hora.

14 de maio de 1987, o estupro, a mulher de 19 anos de idade, no quintal da casa de seus pais. O ataque durou mais de uma hora.

17 de julho de 1987, tentativa de estupro. Embora ele tenha agredido a mulher, correu ao ver a vítima correndo e gritando após ter apunhalado ele.

29 setembro de 1987, tentativa de estupro em uma garota de 15 anos. Bernardo invadiu uma casa em Scarborough e entrou no quarto da vítima. Ele pulou de costas, colocou a mão sobre a boca, ameaçou-a com uma faca, machucado o lado de seu rosto, além de morder sua orelha. Fugiu quando a mãe da vítima entrou na sala e começou a gritar. Anthony Hanemaayer foi inicialmente condenado por agressão sexual, mas foi exonerado após Bernardo confessou o crime em 2006.

16 dezembro de 1987, o estupro, garota de 15 anos. Este ataque durou cerca de uma hora. No dia seguinte, o noticiário de Toronto emitiu um alerta às mulheres em Scarborough viajando sozinhas à noite, especialmente aquelas que tomam ônibus.

23 dezembro de 1987, o estupro, garota de 17 anos. Durante este ataque, Bernardo violou a vítima com uma faca que ele usou para ameaçar suas vítimas. Foi neste momento que ele começou a ser referido como o ‘Scarborough Rapist’.

18 de abril de 1988, Bernardo atacou uma menina de 17 anos de idade. Durou 45 minutos.

30 de maio de 1988, o estupro, mulher de 18 anos de idade, cerca de 40 quilômetros a sudoeste de Scarborough. O ataque durou 30 minutos.

04 de outubro de 1988, tentativa de estupro, Scarborough. Sua vítima lutou com ele, mas ele infligiu duas facadas sua coxa e nádega, o que gerou, posterior ao estupro, 12 pontos.

16 de novembro de 1988, mulher de 18 anos de idade, no quintal da casa de seus pais.

20 de junho de 1989, tentativa de estupro, a jovem lutou contra ele, e seus gritos alertaram os vizinhos. Bernardo fugiu com arranhões no rosto.

15 de agosto de 1989, o estupro, a mulher de 22 anos de idade. Ele havia olhado ela na noite anterior e esperou por ela em sua casa no proximo dia. Este ataque particularmente cruel durou duas horas.

21 novembro de 1989, o estupro, menina de 15 anos de idade, a quem ele viu em um abrigo de ônibus. O ataque durou 45 minutos.

22 de dezembro de 1989, o estupro, a mulher de 19 anos de idade. O ataque ocorreu em uma escadaria de um parque de estacionamento subterrâneo e durou 30 minutos.

26 de maio de 1990, o estupro, a mulher de 19 anos de idade. Este estupro durou mais de uma hora. Vívida lembrança de sua vítima de seu atacante permitido polícia para criar um retrato composto computador, que foi lançado dois dias mais tarde pela polícia e publicado em Toronto e jornais da área.

Além é claro de uma lista considerável com nomes dos quais ele pode, ou não, ter sido o culpado.

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Karla Homolka, era a irmã mais velha de três filhas. Sempre se saiu bem na escola, e sempre descrita por seus professores como “Ansiosa” e “Boa aluna”. Karla amava animais, tanto que chegou a trabalhar como assistente de uma clínica veterinária.

Os dois se conheceram em restaurante durante uma convenção. Ele com 23 anos, ela com 17 – Com o tempo, Paul foi aceito na família de Karla, e já era visto como um filho.

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Vítimas feitas pelo casal

Mesmo durante o namoro, Paul não se sentia sexualmente satisfeito e continuou com seus crimes. Só após ter feito mais de 10 vítimas é que uma delas conseguiu fazer a descrição de sua aparência à polícia. O retrato falado ficou tão fiel a Paul, que muitos de seus amigos começaram a fazer piada com o ocorrido. Mas uma mulher levou a coincidência a sério e o delatou para as autoridades. Assim como quase outros 300 suspeitos, Paul foi a delegacia prestar depoimento, mas seu jeito simpático fez com que a polícia não desconfiasse de nada.

Morando na casa de Karla, e sem nenhum receio, ele confessou à namorada seu interesse sexual em sua irmã e a convenceu a ajudá-lo em seu plano. Tammy foi “dada” de “presente de natal” para Paul… E então em 1990 o plano foi colocado em prática.

Karla, que ainda trabalhava em uma clínica veterinária, roubou alguns sedativos de uso animal para utilizar em sua irmã. Em uma noite, enquanto a família dormia, Paul, Karla e Tammy resolveram beber alguns drinks, e o casal decidiu que esse era o momento perfeito para drogar Tammy e executar o plano. Como o esperado, a garota apagou completamente, e Paul realizou o abuso. Inesperadamente, Tammy começou a passar mal e acabou aspirando o próprio vômito para dentro dos pulmões.

Como um assistente de medicina veterinária, Karla estava bem ciente de que, se o “paciente” ingerir qualquer alimento ou bebida no período de 24 horas anterior, a utilização do anestésico é ” contra-indicada ” . E ela certamente sabia que Halothane destinava-se a ser usado com um vaporizador calibrado , não encharcado liberalmente em um pano e colocado na boca e no nariz , mas isso é algo que podemos ter a certeza de Karla fez, não só porque o casal feliz filmou , mas também por causa de uma foto morgue particularmente perturbadora de Tammy Lyn Homolka , com uma grande framboesa vermelha cobrindo seu rosto e estendendo-se até o linha fina no lado direito do rosto .

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Sem outra alternativa, o casal teve que chamar uma ambulância. Três horas depois, Tammy morreu no hospital, e os médicos concluíram que a causa havia sido o consumo excessivo de álcool. Paul passou a culpar Karla pela morte da irmã, e ela, desesperada, tentou de tudo para recuperar a confiança do namorado. Ela chegou a assistir ao vídeo do estupro da irmã e vestir as roupas dela. O segredo da morte os unia ainda mais.

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(Karla e sua irmã Tammy)

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(Paul com a cabeça de Tammy em seu colo, filmada por Karla, momentos antes do estupro ocorrer)

Funeral de Tammy:

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Mesmo em meio ao luto, o casal saiu da casa dos pais de Karla e planejou uma grande festa de casamento. A certeza de que Karla faria tudo para manter o romance fez com que Paul ganhasse ainda mais confiança e contasse à namorada que gostaria de trazer pessoas diferentes para ter relações sexuais em sua própria casa.

Sem ser contrariado por Karla, Paul logo escolheu sua próxima vítima: uma garota de 15 anos que, depois de ser raptada na rua, passou dois dias sendo violentada. No mesmo dia em que a polícia encontrou o corpo da jovem, Karla e Paul se casaram em uma luxuosa cerimônia.

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Ao voltarem da lua de mel, o casal viu no noticiário as investigações sobre a morte e, novamente, Paul culpava Karla por não ter auxiliado a esconder o corpo corretamente. Agora, além da agressão psicológica, ele passa a bater nela.

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Após cometerem outro estupro seguido de assassinato, e novamente a mídia ficar em cima do caso, Paul bateu tanto em Karla com uma lanterna, que deixou marcas horríveis em seu rosto. Ao ver a situação da filha, a mãe a convenceu a denunciar o marido, então ela passou a juntar provas contra Paul.

Ao mostrar que queria colaborar com as investigações, Karla conseguiu um acordo com a polícia, dizendo que o marido era culpado de tudo e que só obedecia a suas ordens para não apanhar.

Em partes do interrogatório de Karla, a mesma parece até mesmo melancólica ao se lembrar de suas vítimas quando diz: “É difícil … porque você começa a conhecer essas pessoas … ”  Karla chega até mesmo a dizer que tais meninas poderiam ser “suas filhas”.

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(Paul sendo questionado em Toronto, 17 de fevereiro de 1993)

Em 1993, Paul foi julgado por dois homicídios em primeiro grau, e Karla, em troca do testemunho, por dois homicídios involuntários. Paul Bernardo foi condenado à prisão perpétua enquanto ela cumpriu apenas 12 anos de prisão. Porém, quando as fitas de vídeo comprovando os crimes foram finalmente encontradas, todos ficaram revoltados ao descobrirem a real participação dela no crime: Karla havia estuprado as meninas tanto quanto o marido.

Em 4 de julho de 2005, Karla saiu da prisão após ter cumprido a sua pena e hoje leva uma vida normal.

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(Karla atualmente)

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(Paul na cadeia)

Espero que tenham gostado.

 

Written by Isis Müller

Historiadora em progresso, leonina, amante da leitura, da fotografia e um tanto quanto apaixonada por tudo aquilo que não posso ver, ou tocar. Prazer.

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