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O Fusca Voador

Olá galera do bizzzzaaaarrraa! Hoje vos trago um post no mínimo intrigante. pácaráleoow

Trata-se de um fusca voador. Sim! Isso mesmo! Muitos vão dizer que é impossível mas quem somos nós, OS CONHECEDORES DE TODAS AS TECNOLOGIAS, para dizer algo?! Lógico que se trata de um fenômeno ufológico.

Este conteúdo que vocês lerão agora foi inteiramente retirado do site da revista UFO e foi matéria de capa. Eu recomendo para quem gosta desses assuntos, assinem. Esse mês saiu uma matéria com o filho do primeiro homem a ver os destroços de Roswell. O link para a matéria está aqui.

 

Este post é dedicado ao nosso leitor e meu amigo pessoal, Marlon Moreno.

 

Comecemos!

 

Um episódio ocorrido há 46 anos não seria, por si só, tão relevante para a Ufologia Brasileira se não fosse tal data um pilar para a análise de algumas coincidências no mínimo curiosas envolvendo as circunstâncias do fato — para não dizer intrigantes. A história que aqui será relatada, pela primeira vez, encontra poucos paralelos na casuística ufológica mundial. Trata-se de uma situação rara em que um veículo — um Volkswagen Fusca verde de ano 1961 — fora transportado não apenas pelo ar, mas também pelo tempo, ambos os fatos corroborados por testemunhas que ainda recordam do ocorrido e o narram com detalhes.

O principal protagonista da fantástica experiência é Romeu Tavares, homem de descendência portuguesa hoje com 72 anos e extremamente lúcido. Na cidade ele é conhecido como Seravat Uemor, seu nome verdadeiro ao contrário, é e assim que gosta de ser chamado. Residente no município de Santana do Livramento, no extremo sul do Rio Grande do Sul e fronteira com o Uruguai, nessas sete décadas de vida Tavares sempre viveu na mesma casa e não há notícia na cidade de que algum dia tenha se metido em confusão, que sucumba a qualquer tipo de vício ou que exista qualquer coisa contra sua pessoa e credibilidade. É homem de bem, do interior, trabalhador e bem sociabilizado em sua comunidade — chegou a ser jogadorprofissional de futebol no Grêmio Santanense quando era jovem. Mas, como tudo na vida, o tempo se encarrega de nos adequar a novas condições e à idade, e há muito Tavares teve que largar seu esporte e assumir a empresa da família, uma loja de artigos para o campo.

Foi aos 27 anos de idade, em 1967, que Romeu Tavares teve uma experiência que está até hoje muito viva em sua mente, e que apenas recentemente resolveu compartilhar com esse autor. Ficou 45 anos guardando seu segredo por medo de se expor em sua cidade e de ser ridicularizado pelos amigos e vizinhos, mas finalmente cedeu às muitas tentativas desse investigador, membro do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) [Entidade que gera conteúdo para a Revista UFO], e decidiu narrar seu espetacular caso. O fato se deu em janeiro daquele ano, um que foi particularmente ativo para a Ufologia Mundial, como ondas ufológicas ocorrendo em todas as partes — cujos reflexos também se viam no Rio Grande do Sul.

UMA AVENTURA INESQUECÍVEL

Era bem cedo de uma manhã que prometia um calor abrasador. Tavares era sócio de um grande clube na periferia da cidade e convidou seus dois sobrinhos — um de três anos e outro um pouco mais velho — para irem à tarde à piscina do referido estabelecimento se refrescarem. Porém, antes de saírem, descobriram que suas carteirinhas de sócios estavam desatualizadas e, como era domingo, a secretaria do clube não funcionava. Sua opção era seguir em frente e tentar entrar assim mesmo, convencendo a portaria. Juntaram seus apetrechos, uma câmara de ar de pneu de caminhão — muito usada naquela época —, sua bola de futebol, uma cesta com variados lanches e umas garrafas do saudoso guaraná Gazapina, e seguiram caminho até o clube. Era perto do meio dia quando o tio e seus dois sobrinhos entraram no Fusca verde e partiram confiantes.

O incidente ocorrido no sul do país, só agora revelado, indica poderosa manipulação de espaço e de tempo por forças desconhecidas, que se acredita serem originadas da ação extraterrestre em nosso planeta

Era bem cedo de uma manhã que prometia um calor abrasador. Tavares era sócio de um grande clube na periferia da cidade e convidou seus dois sobrinhos — um de três anos e outro um pouco mais velho — para irem à tarde à piscina do referido estabelecimento se refrescarem. Porém, antes de saírem, descobriram que suas carteirinhas de sócios estavam desatualizadas e, como era domingo, a secretaria do clube não funcionava. Sua opção era seguir em frente e tentar entrar assim mesmo, convencendo a portaria. Juntaram seus apetrechos, uma câmara de ar de pneu de caminhão — muito usada naquela época —, sua bola de futebol, uma cesta com variados lanches e umas garrafas do saudoso guaraná Gazapina, e seguiram caminho até o clube. Era perto do meio dia quando o tio e seus dois sobrinhos entraram no Fusca verde e partiram confiantes.

Do centro de Santana do Livramento até o Clube Balneário Santa Rita são cerca de sete quilômetros, dos quais, na época, dois eram de terra batida — hoje todo o trajeto está asfaltado. O trio chegou ao local, mas, infelizmente, teve frustrada sua intenção de mergulhar na piscina e acalmar o calor intenso, pois o porteiro do clube não permitiu que entrassem sem carteirinhas atualizadas e um novo exame médico. Tristes, sua opção foi dar meia volta e retornar para a cidade. Porém, nem Romeu Tavares, nem as crianças imaginavam o que lhes ocorreria em poucos instantes.

O veículo, com motor de apenas 1.300 cilindradas, e ainda carregado, teve dificuldade para subir os primeiros metros do aclive que os levaria à estrada para a cidade. Grilou quando o comerciante engatou a segunda marcha e progrediu apenas ao chegar aos 40 km, quando o homem engatou a terceira e acelerou. Mas não por muito tempo, tanto que Tavares teve que reduzir novamente para segunda e pisar fundo no acelerador — parece que alguma coisa extra os detinha. O trio já não estava muito contente pelo fato de não poder entrar na piscina e ainda tinha que ver o sofrimento do Fusquinha no caminho de volta. Mas, quando finalmente vencera a íngreme poeirenta estrada de pedras soltas, logo o veículo acelerou e seguiram caminho.

TUDO AO REDOR FICOU CONGELADO

No entanto, bem antes de chegarem ao final dessa estrada vicinal, e até mesmo sem frearem ou fazerem qualquer outra manobra com o veículo, algo inusitado ocorreu. Tavares sentiu que o Fusca fora envolvido por uma espécie de torvelinho e logo, surpreendentemente, começou e alçar voo. Ao observar ao redor, já suspenso no ar, o homem notou que nada se mexia, nem as folhas das árvores próximas — estava tudo congelado no exterior do Fusca e o vento parecia estar centrado somente nele. Foi dessa forma, lembrou Tavares, que percorreram cerca de dois quilômetros sobre a estrada de chão batido sem que ninguém os notasse flutuando no ar. Estavam viajando a alguns metros do solo e a impressão que tinha era de que o tempo parara ou que o veículo com eles a bordo tinha ficado invisível.

Porém, o que ainda deixa atônito o hoje septuagenário é o fato de eles terem passado por uma tropa de escoteiros em algum tipo de atividade perto da estrada, mas eles nem sequer notaram o que se passava — o que deixou o motorista um tanto indignado. “Como é possível que não nos tenham visto ali? Um Fusca verde voando não deve passar despercebido”, diz. Até hoje Romeu Tavares não entende de onde saíram aqueles escoteiros, pois, na época, 1967, nem em Santana do Livramento e muito menos Rivera — cidade uruguaia que faz fronteira com o município — havia destacamento de escoteiros! Na verdade, Tavares, ao ver aqueles rapazes uniformizados ao lado da estrada, nem sabiam o que eram e só veio a descobrir que se tratavam de escoteiros anos depois.

Enfim, após viajarem por cerca de dois quilômetros literalmente no ar, e sob muita gritaria de seus sobrinhos, o veículo chegou ao final da estrada de terra batida, encontrando o asfalto à frente. Nesse instante, o redemoinho que os envolvia desapareceu abruptamente, bem junto ao entroncamento entre a estrada de chão e a de asfalto, e o Fusca bateu com violência no chão, sacolejando com energia e chegando a girar cerca de 180 graus, já sobre o solo. Muito assustado, Tavares saiu do carro e tratou de observar se algo ocorrera com ele, mas, apesar da batida no chão, nada fora danificado. Olhou em todas as direções e conseguiu apenas identificar um homem trajando um tipo de macacão azul de mecânico — que, ao presenciar o ocorrido, arregalou os olhos e correu o mais depressa que pôde. Romeu Tavares ainda tentou ir atrás dele para saber o que vira, pois não conseguia entender o que acabara de viver. Ele e os sobrinhos, então, seguiram atônitos para suas casas.

O caso é impressionante em vários de seus aspectos, especialmente pelo fato de não existirem escoteiros na cidade e nem nos municípios perto naquela época. Descobriu-se que o único grupo de escoteiros até hoje em Santana do Livramento — denominado Grupo General Flores da Cunha — foi criado em 11 de maio de 1984 pelo professor Antônio Zenoir Margarejo D’Ávila, ou seja, exatamente 17 anos mais tarde. Assim, como explicar a visão de Tavares e das crianças? Mas esse episódio não foi o único fato inusitado que o homem viveria ao longo de seus 70 anos. 

EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE

Ainda jovem, Tavares se viu envolvido em um episódio nem um pouco comum, quando experimentou a sensação de passear por escassos minutos além da vida, em uma experiência de quase morte. Isso ocorreu durante uma partida de futebol, quando ele sofreu uma bolada no peito e caiu desacordado, deixando seus companheiros apavorados. Sem apresentar sinais vitais, Tavares fora atendido pela equipe de uma ambulância trazida ao local, cujo médico o declarou morto. No entanto, em meio à toda a agitação e consternação geral dos colegas, que não se decidiam sobre como dariam a notícia para os familiares, e muito menos quem seria o porta-voz do terrível aviso, eis que Tavares abre os olhos e recupera os movimentos, inexplicavelmente e à semelhança do conto bíblico que descreve a ressurreição de Lázaro. Ele ficara alguns minutos completamente sem vida na maca da ambulância e, sem saber como, voltara à vida justamente alguns dias antes da grande aventura com seu Fusca verde. Estariam os fatos interligados?

CRÉDITO: PEDRO NICOLA

 A estranha sensação de paralisação do ambiente ao redor, vivida por Romeu Tavares, encontra paralelos na casuística ufológica mundial. Em dezembro de 1972, do outro lado do Atlântico, um caso ocorrido com o pastor Juan González Domínguez nas imediações da remota aldeia de Castanuelo, na Espanha, revela semelhantes características. Domínguez tocava tranquilamente seu rebanho de cabras quando teve sua atenção despertada por uma grande explosão. Ao procurar saber a origem do barulho, levantou o rosto para o céu e se deparou com um objeto que parecia uma geladeira, que, brilhando sob o Sol, pousou a uma pequena distância dele. 

“TUDO FOI PARALISADO”

Como consequência do súbito surgimento do artefato, tanto ele quanto seu rebanho e o cão pastor que o ajudava na tarefa permaneceram imobilizados, aparentemente congelados no ar — o religioso e os animais só conseguiam movimentar as órbitas oculares e nada mais, assim permanecendo por todo o tempo em que o misterioso objeto esteve pousado à sua frente.

Além desse caso, e vários outros que podemos encontrar na literatura ufológica contemporânea, há registros semelhantes bem mais antigos, datados de mais de dois mil anos, nos chamados evangelhos apócrifos. Entre esses há um marcante, descrito no capítulo XVIII do Protoevangelho de São Tiago, no qual o próprio José nos conta como, ao sair da cova onde Maria acabara de se refugiar para dar à luz a Jesus, teria sentido que tudo ao seu redor sofrera uma alteração mágica. “Tentei andar, mas não podia avançar. Ao elevar meus olhos para o espaço, pareceu-me como se o ar estivesse estremecido de assombro, e quando fixei minha vista no firmamento, encontrei-o estático, tal como estavam imóveis os pássaros do céu”, descreve o personagem bíblico.

Mas isso não é tudo e José ainda fala de um objeto ali pousado e seres ao redor. “Ao dirigir meu olhar para trás, vi um recipiente no solo e uns trabalhadores deitados em atitude de comer, com suas mãos na vasilha. Mas os que simulavam mastigar na realidade não o faziam, e os que pareciam estar em atitude de pegar a comida, tampouco a tiravam do prato. Finalmente, os que pareciam introduzir o alimento na boca também não o faziam, uma vez que todos tinham os rostos voltados para o alto”. O fenômeno que o atingiu também se abateu sobre as ovelhas que estavam no local, que, mesmo sendo tocadas, não davam um passo e permaneciam paradas. “O pastor ergueu a mão direita para bater nelas com o cajado, mas ficou com a mão suspensa no ar. E ao dirigir minha visão até a correnteza do rio, vi como uns cabritinhos punham os focinhos na água, mas não bebiam. Em resumo, todas as coisas foram paralisadas em um momento do seu curso normal”, finaliza.

BOLAS LUMINOSAS VERMELHAS

Voltando à experiência ufológica de Romeu Tavares, ainda hoje ele não esconde seu temor ao relatar a aventura — agora não pelo medo de ser ridicularizado, mas por acreditar ter encontrado seres que pensa terem tido a clara intenção de sequestrá-lo, e que só não o fizeram porque ele estava acompanhado. Tavares também conta que não foram poucas as vezes em que fora perseguido por estranhas bolas luminosas de cor avermelhada que chegam ao tamanho de bolas de boliche, verdadeiras sondas ufológicas, como se sabe da casuística ufológica.

CRÉDITO: PEDRO NICOLA

Quase cinco décadas depois de ocorrido, Romeu Tavares finalmente torna pública sua espantosa experiência

Quase cinco décadas depois de ocorrido, Romeu Tavares finalmente torna pública sua espantosa experiência

 Ele diz que tais esferas de luz ou de fogo o seguiam à altura dos fios dos postes de luz em frente a sua casa. Por isso ficava recluso na residência durante as noites — bastava escurecer que o comerciante não colocava os pés para rua. Ainda atualmente ele não está seguro se seu medo passou, mas, já senhor de idade, diz não ter mais tanto receio, embora ainda seja bastante cauteloso quanto a sair à noite e fale pouco sobre esses fatos. Tavares fica mais à vontade e seguro quando sai com amigos e hoje brinca de sua experiência com o Fusca voador. “Não acredito que eles queiram alguma coisa comigo agora, nessa idade. Só vão perder seu tempo”, diz o homem enquanto sorri de si mesmo.

O CASO TEVE NOVO DESFECHO

Como os sobrinhos do comerciante hoje dizem que nada se lembram do ocorrido — pois, afinal, tinham 3 e 4 anos na época —, a impressão que temos é de que toda a impressionante história ficará apenas nas palavras de um senhor septuagenário e temeroso, o que dificulta a comprovação dos fatos. Mas, felizmente, o destino resolveu dar sua parcela de colaboração e a investigação do caso encontrou novidades significativas que corroboram o episódio. Esse autor encontrou acidentalmente, durante uma conversa sobre Ufologia em uma repartição pública de Santana de Livramento, uma funcionária que relatou um fato que ouvira seus pais contarem, uma história que fora objeto de conversa em um clube social que frequentavam há muitos anos, aparentemente de conhecimento também de outros moradores da cidade. E o fato descrito pela servidora é exatamente igual ao vivido por Romeu Tavares, mas não sabia se era ele ou outra pessoa o protagonista dessa nova experiência.

Como Tavares guardou por 45 anos segredo do que viveu com seus sobrinhos, vindo a revelar a ocorrência por insistência desse autor apenas recentemente, era grande a chance de que o que a senhora se lembrava ter se passado a outra pessoa. Coincidência? Talvez, mas o fato é que apenas uma investigação desse novo relato oferecido pela servidora da tal repartição pública solucionaria a questão. Os primeiros a serem questionados foram seus pais, que se recordavam de mais detalhes. E assim novas informações foram surgindo e novos detalhes, aparecendo. Descobriu-se que o fato teria se dado na localidade de Vila Santa Rosa, a oito quilômetros do centro de Santana do Livramento, e que nele estaria envolvido o mesmo sujeito de macacão azul de mecânico que Tavares vira ao final de sua experiência, quando o Fusca fora depositado no solo — aquele que, ao presenciar o ocorrido, arregalou os olhos e correu do local, tendo Tavares ido ao seu encalço.

CRÉDITO: JIM NICHOLS

Muitos casos ufológicos ocorrem estradas ermas do interior, especialmente à noite

Muitos casos ufológicos ocorrem estradas ermas do interior, especialmente à noite

 Seu nome era Brasilino Souza, realmente era mecânico e os pais da relatora se lembraram de onde estava localizada sua oficina, em certo bairro da cidade. Mas, ao se recorrer ao local, se constata que o estabelecimento havia sido fechado e que Souza falecera há alguns anos, aos 81, vítima de infarto — seus filhos venderam o imóvel e os novos donos pouco sabiam do antigo. Aparentemente, então, a investigação voltava à estaca zero — mas não por muito tempo, pois logo o caso do Fusca voador começou a tomar novos rumos. Ao sair do local para retornar à cidade, esse autor foi abordado por um menino de pés descalços que dizia que a empregada da casa onde morava desejava contar algo. A senhora, de cândida e farta cabeleira branca, aparentando avançada idade, queria saber por que procurava Souza. 

SIMPLESMENTE SURGIU DO NADA

Quando expliquei a razão e lamentei sua morte, dona Eugênia [Sobrenome ignorado] ofereceu uma notícia animadora que daria novo sentido às pesquisas. Segunda a senhora, que trabalhara para os novos proprietários do imóvel onde ficava a oficina de Souza, na tarde do acontecimento com o Fusca o mecânico não estava sozinho na área, mas com outros dois companheiros que ainda estariam vivos e morariam nas proximidades. Localizados, descobriu-se que ambos haviam trabalhado na oficina de Brasilino Souza — posteriormente eles viraram sócios no negócio. Os homens, inicialmente desconfiados, têm idade beirando os setenta anos, mas, apesar disso, demonstram personalidades completamente diversas. Enquanto Acácio Gomez, de 67 anos, era muito extrovertido e de conversa fácil, seu colega Élbio Marques, de 65, não se mostrou muito amistoso.

Gomez falou detalhadamente do episódio e até se divertiu ao contar com detalhes o que vira naquela tarde de janeiro de 1967 — tinha memória impecável e repleta de detalhes do ocorrido. Ele chegou a imitar a forma como Romeu Tavares vinha dirigindo o Fusca, mas disse que não viu o carro chegar voando até aquele ponto em que acabara a estrada de chão batido e começava a de asfalto, mas que o veículo simplesmente surgiu ali do nada, caindo sobre o solo na frente de onde os três estavam. “Ficamos com muito medo e corremos dali, e o patrão [Brasilino Souza] proibiu a gente de tocar no assunto”, disse Gomez. Ele justifica a ordem dizendo que a situação era complicada em Santana do Livramento e que todos viviam dias difíceis naquela época. “Era regime militar e a cidade, por estar na fronteira com o Uruguai, era área de segurança nacional. Assim, se falássemos algo, correríamos o risco de ser presos e torturados pelos militares”. Enquanto isso, Marques não quis falar no assunto e se reservou a confirmar o que o amigo falava sacudindo a cabeça.

CRÉDITO: PEDRO NICOLA

Romeu Tavares descreve ao autor detalhes do fato que viveu com as crianças no interior do Rio Grande do Sul. Ele ainda se assombra com aquilo

Romeu Tavares descreve ao autor detalhes do fato que viveu com as crianças no interior do Rio Grande do Sul. Ele ainda se assombra com aquilo

 Há muitos pontos coincidentes entre o relato de Tavares e dos mecânicos Acácio Gomez e Élbio Marques. Segundo o testemunho do comerciante, o veículo que conduzia chegou ao mencionado ponto da estrada pelo ar, flutuando, e ali fora jogado ao chão com certa violência, quando o redemoinho ao redor se dissipava. Ele conta que, enquanto viajava por cima da estrada, parecia que o tempo e espaço haviam sido congelados. Mas a descrição de Gomez da conta de que o Fusca simplesmente surgiu do nada, caindo a sua frente, de Marques e do patrão de ambos, Brasilino Souza — o que estava de macacão azul. Como se vê, apesar da forma como o veículo surgira, os depoimentos se corroboram mutuamente — e todos os quatro envolvidos na história nunca tiveram contato entre si. 

CASO ANÁLOGO NA ARGENTINA

Parece que o espantoso fato com o septuagenário Romeu Tavares, em janeiro de 1967, tem similares em outros países. Em 1978, por exemplo, um caso semelhante se deu com uma dupla de pilotos de chilenos que foram surpreendidos durante uma competição, à noite, por um forte facho de luz. O insólito acontecimento envolveu Carlos Acevedo e Miguel Angel Moya, que disputavam a Volta das Américas em um carro de rally. Ao cumprirem a parte do trajeto que ficava dentro de um parque fechado em Baía Blanca, no litoral da Argentina, Acevedo e Moya viveram uma aventura digna de investigação pelos agentes Mulder e Scully do seriado Arquivo-X. Transcorridos 30 km do ponto de controle, em Viedna, o navegador conferiu sua planilha para checar se tudo estava dentro do estipulado pela organização — seu relógio marcava 01h30 quando o parceiro percebeu através do retrovisor uma grande luz amarelada de forma oval se aproximar velozmente.

Primeiramente pensaram que seria um veículo Mercedes Benz com todos os faróis acesos, pela grande velocidade com que se aproximava do carro de Acevedo e Moya. Eles chegaram a estimar que os ocupantes do Mercedes certamente seriam punidos pela organização do evento, pois naquele setor havia um limite de velocidade. Quando já relaxavam um pouco, de repente uma tremenda luz entrou no carro dos chilenos elevando-o a três ou quatro metros sobre a estrada, enquanto o motor desligava sozinho — calcularam que essa situação demorou cerca de um minuto. Em dado momento, seu carro caiu no acostamento da estrada e a imensa luminosidade se retirou dali. Quando se acalmaram, verificaram que o tanque de combustível do veículo — que eles haviam enchido totalmente em Viedna — estavam completamente vazio.

CRÉDITO: LA GACETA

O piloto Carlos Acevedo, que, junto com Miguel Angel Moya, viveu uma experiência semelhante em competição de 1978

O piloto Carlos Acevedo, que, junto com Miguel Angel Moya, viveu uma experiência semelhante em competição de 1978

 Nesse instante, seu relógio marcava 01h31. Quando reiniciaram a marcha, Acevedo e Moya notaram que estavam muito próximos de Baía Blanca, constatando que haviam percorrido 70 km em um único minuto. Os competidores chilenos pararam para reabastecer na localidade de Pedro Luro e notaram que o odômetro do veículo não marcava a distância que efetivamente havia sido feita — os 70 km foram concluídos com base na distância que estavam de Baía Blanca quando a luz os envolveu. Como consequência disso, foram desclassificados da prova sob a acusação de terem adulterado o odômetro do veículo, e a organização não quis se pronunciar sobre o episódio. No posto de gasolina em que reabasteceram, os funcionários informaram que “essas coisas acontecem muito por ali” e que o avistamento de luzes e objetos voadores não identificados é bastante comum na área, ocorrendo várias vezes por semana.

RECURSOS QUE NÃO CONHECEMOS

Assim, enquanto o Fusca de Romeu Tavares viajara lentamente por uns dois quilômetros, quando tudo ao redor dava impressão de ter sido congelado, o carro da dupla chilena teria percorrido 70 km em um só minuto, o que teria que ser feito em velocidade calculada de 4.250 km/h — tempo suficiente para que os supostos raptores esvaziassem o tanque de combustíveis do carro. Como se vê, a Ufologia tem mistérios muito além da presença alienígena na Terra. Nossos visitantes extraterrestres parecem ter o poder de manusear o espaço tanto quanto o tempo, à sua vontade e com recursos que nem sequer imaginamos.

Written by DraftL

O que está em cima é igual ao que está embaixo e, o que está embaixo, é igual ao que está em cima, para realizar os milagres de uma coisa única.

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